Felipe Benincasa

O Contador do futuro é aquele que entende as características necessárias para atuar na era digital. Em um mundo dinâmico e tecnológico, as empresas precisam ser cada vez mais ágeis e estratégicas, sendo que o Contador pode fazer muita diferença nos resultados.

Pensando nisso, separamos 5 características essenciais para um Contador na era digital. Acompanhe a seguir e aproveite para se atualizar desde agora, tornando-se um profissional cada vez mais completo e requisitado pelo mercado de trabalho.

1. Uso da certificação digital

“Informação é poder”. Provavelmente você já ouviu essa frase antes, não é mesmo? Para as empresas, algumas informações podem ser fundamentais para assegurar boa parte do faturamento. E, alguns casos, até mesmo a existência do negócio depende da proteção das informações sigilosas.

Por isso, atualmente todo Contador precisa estar familiarizado com o uso da certificação digital. Afinal, no ambiente digital existem ainda mais riscos que no offline. Ninguém está livre de ataques e invasões, a menos que se proteja adequadamente.

O sistema de certificação digital foi criado justamente para confirmar a origem e autenticidade das informações declaradas, além de agilizar a autenticação dos documentos. Por isso, é imprescindível que o próprio contador utilize certificados digitais, além de indicar o uso também para seus clientes.

Para entender ainda mais sobre o assunto, você pode conferir o Guia Básico da Certificação Digital.

2. Visão estratégica do negócio

Nos últimos anos, o Contador passou a ser uma peça fundamental para impulsionar os resultados das empresa.

Um exemplo disso é a redução da carga tributária. Sabemos que, no Brasil, os tributos são responsáveis por frear o desenvolvimento de diversos negócios. Nesse cenário, quando o contador tem uma visão estratégica do negócio de seus clientes, ele pode prestar um serviço de consultor contábil.

As empresas que contam com o apoio de contadores estratégicos conseguem planejar com sucesso toda a parte contábil e fiscal, desde o enquadramento tributário até a redução de tributos desnecessários que podem prejudicar a lucratividade das empresas. Além disso, podem evitar multas inesperadas que muitas vezes poderiam prejudicar drasticamente o financeiro da organização.

Sendo assim, cabe ao Contador buscar se qualificar e se posicionar no mercado como um profissional estratégico. Ou seja, um parceiro de negócios que está ao lado de seus clientes para correr atrás de resultados.

3. Conhecimentos em contabilidade gerencial

contabilidade gerencial é um conjunto de procedimentos contábeis e técnicos, como a contabilidade de custos, a contabilidade financeira e a análise das demonstrações contábeis. Quando esses procedimentos são combinados, a empresa passa a ter informações importantíssimas para as tomadas de decisões gerenciais.

A contabilidade gerencial pode ser usada tanto internamente — para precificação, estabelecimento de metas, definição do ponto de equilíbrio, elaboração de orçamento — quanto externamente — para benchmarking (comparação com concorrentes), coleta de dados de mercado, projeções futuras, entre outros.

O papel do Contador na contabilidade gerencial é coletar todas as informações necessárias para gerar os resultados desejados. Isso inclui controlar as demonstrações contábeis e fornecer aos gestores da empresa todos os ativos, passivos, custos e receitas. Dessa forma, contador e cliente poderão planejar juntos o futuro do negócio como um todo.

4. Domínio da tecnologia

No universo contábil, ainda existem diversas tarefas que precisam ser feitas de forma manual, mas a tendência é que elas se tornem mais raras com o passar do tempo. Cada vez mais a tecnologia é integrada ao dia a dia do contador.

Isso faz com que o trabalho se torne mais produtivo e menos burocrático. Um exemplo disso, como já foi mencionado, são os próprios certificados digitais. Eles agilizam a autenticação de documentos e a conferência das informações.

Além disso, os escritórios contábeis ainda podem contar com outras ferramentas, como o helpdesk. Trata-se de um sistema de atendimento on-line que permite gerenciar o suporte aos clientes, solicitações de apoio, envio e recebimento de documentos, etc.

Portanto, a tecnologia é uma grande aliada do contador do futuro. Um pequeno investimento de tempo e estudo das possibilidades tecnológicas pode fazer com que o contador economize muito mais tempo e dinheiro no futuro.

5. Atualização constante

Uma das características do contador do futuro é buscar atualizações constantes. Não apenas sobre contabilidade, também sobre os mercados de atuação dos seus clientes e potenciais clientes.

Um exemplo prático de atualização que deve fazer parte do conhecimento do contador são as novas exigências da era digital, como o eSocial. Esse é um módulo do Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) que veio para substituir diversas declarações — como DIRF, RAIS, GFIP e CAGED —, além de simplificar guias de recolhimento, como GPS e FGTS.

A partir do uso do eSocial, as obrigações previdenciárias, trabalhistas e fiscais são enviadas por meio de uma mesma plataforma online. Dessa maneira a distribuição, a transmissão, o armazenamento e a validação dos dados (prestados do empregador em relação aos empregados) são padronizados.

Uma das formas de atualizar-se constantemente é acompanhar blogs e publicações online na área de contabilidade, como o blog da VALID Certificadora. Outra possibilidade é buscar participar de treinamentos, cursos de extensão.

Para ficar por dentro das áreas de atuação das empresas que você atende, uma alternativa interessante é participar de eventos, conferências e seminários. Sem falar que essa é uma grande chance de fazer contatos e captar novos clientes.

Conclusão: o caminho para o contador do futuro

Como você viu, um contador do futuro precisa ficar de olho nas novidades, mudanças na legislação, obrigações acessórias, entre outros. Mas não é só isso: também é preciso compreender os avanços da profissão, inteirando-se das necessidades dos clientes para ajudá-los a crescer como empresa. Dessa forma, o contador pode passar a ser, cada vez mais, um consultor estratégico que atua como aliado no planejamento empresarial.

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Para o Gestor conhecer melhor a realidade de sua empresa é importante tratar do balanço patrimonial, que juntamente com a Demonstração do Resultado do Exercício – DRE, irão cuidar do conjunto de bens, direito, obrigações, receitas e despesas.

Sendo assim, saber lidar com o balanço patrimonial de maneira a compreender os sinais que ele apresenta se torna uma obrigação para qualquer gestor, ainda que ele não seja um especialista em contabilidade.

Neste post, vamos apresentar um conceito essencial para o balanço patrimonial das empresas: o patrimônio líquido. Ele representa o resultado de todo um levantamento a respeito das atividades de uma organização e pode, de maneira simplificada, apresentar um panorama sobre o empreendimento que ajuda a nortear as ações futuras com maior eficiência.

Não perca tempo, continue com a leitura e saiba mais sobre o patrimônio líquido:

Os conceitos básicos

Não é difícil calcular o patrimônio líquido da sua empresa se você já conhece os conceitos da fórmula do balanço patrimonial. São eles os ativos, os passivos e o patrimônio líquido. Em suma:

Ativos – passivos = patrimônio líquido

Tudo o que sua empresa possui menos o que ela deve representa o seu saldo, ou seja, aquilo que sobra na sua conta. Vamos explicar isso de uma maneira mais fácil de entender.

Geralmente, os gestores possuem diferentes formas para avaliar se sua empresa está funcionando conforme as expectativas, ou seja, para conferir se os resultados estão surgindo em conformidade com o planejamento inicial. Uma dessas formas, e provavelmente a mais consistente delas, é a análise do patrimônio líquido.

O patrimônio líquido é um número que pode ser obtido por meio do balanço patrimonial e permite ajudar a entender se, financeiramente, as atividades exercidas pela organização estão permitindo que ela tenha mais ativos do que passivos. Ou seja, se na diferença entre o que a empresa possui e o que ela deve o resultado é positivo.

Os ativos

Imagine determinada empresa que trabalha no ramo de construção civil. Como qualquer outra, essa organização possui seus bens e obrigações.

Assim, podemos considerar como bens, por exemplo:

  • uma quantidade de dinheiro depositada no banco;
  • as aplicações financeiras;
  • o saldo de duplicatas que tem a receber de clientes;
  • as mercadorias e os produtos disponíveis em estoque.

Também podemos considerar até mesmo elementos que fazem parte de sua propriedade — como mesas, cadeiras, computadores e todas as coisas que a empresa possui.

Os passivos

Da mesma forma como existem os ativos, existem também os passivos, que representam as obrigações que a empresa possui. Nesse caso, devemos considerar:

  • os salários dos funcionários;
  • os pagamentos dos fornecedores;
  • os diferentes tributos;
  • as despesas bancárias;
  • os empréstimos;
  • e os compromissos com os quais essa empresa precisa cumprir.

Um exemplo

Assim, imagine que os responsáveis por essa empresa decidem encerrar suas atividades e dar início a um novo negócio com o dinheiro que sobrar. O que eles fariam?

Evidentemente, somariam tudo aquilo que fosse um ativo, ou seja, pegariam todos os seus bens e direitos e os transformariam em dinheiro para pagar suas dívidas e aplicar o valor restante no novo empreendimento.

Consequentemente, esses responsáveis iriam atrás das duplicatas dos clientes, venderiam tudo aquilo que fosse possível de seu estoque, venderiam as máquinas, os equipamentos e todos os bens de seus ativos imobilizados para enfim transformar tudo em dinheiro.

Mas seria necessário também resolver as pendências que estariam em forma de passivos. Para tanto, bastaria fazer o inverso, ou seja, pegar esse dinheiro acumulado e com ele quitar todas as dívidas. Assim, os responsáveis procurariam o seu conjunto de funcionários e diferentes tipos de credores, iriam até o seu banco e resolveriam todas as pendências para iniciar seu novo empreendimento sem despesas.

Num momento seguinte, tudo o que os ativos representavam já foi convertido em dinheiro e tudo aquilo que os passivos representavam já foi quitado. É hora de olhar para os cofres e ver se sobrou algum dinheiro e se esse valor é significativo, ou então, se houve déficit. É justamente esse dinheiro, independentemente do valor, que representa o patrimônio líquido da empresa.

Esse exemplo ilustra claramente o que é o patrimônio líquido. Com ele fica muito mais fácil entender que o patrimônio líquido nada mais é do que a diferença entre os ativos e passivos de uma empresa.

O patrimônio líquido como indicador de desempenho

Conhecendo esses conceitos básicos, é possível adotar uma prática eficiente para sua gestão empresarial a partir do patrimônio líquido. Ela permite a você conferir a evolução dos negócios periodicamente de maneira lógica.

Quando você verifica seu balanço patrimonial e identifica um valor, por exemplo, de R$ 10 mil, isso significa que R$ 10 mil é o patrimônio líquido do seu empreendimento. Analisando periodicamente o patrimônio líquido e fazendo as devidas comparações. Por exemplo: se no mês de janeiro o patrimônio líquido foi de R$ 10 mil, o ideal é que em fevereiro o valor seja maior.

Se em fevereiro ele for de R$ 11 mil, em março subir para R$ 12 mil e assim por diante, significa que seu empreendimento está no caminho certo. Da mesma forma, se sua empresa oscilar muito ou regredir de maneira sistemática, a partir do patrimônio líquido você terá meios para identificar isso e a partir daí repensar procedimentos.

De uma maneira geral, se o patrimônio líquido cresce ao longo dos meses, é sinal de que a empresa tem acumulado mais bens e resultados positivos do que dívidas e resultados negativos.

Isso mostra que o patrimônio líquido é, fundamentalmente, um importante indicador de desempenho da empresa. E o mais vantajoso é que ele pode agilizar a análise, pois, uma vez que o gestor não tem tempo para avaliar o balanço de sua empresa, ele pode simplesmente conferir o patrimônio líquido e comparar mensalmente os resultados dos balanços.

Dessa maneira, é possível acompanhar a tendência de crescimento para tomar decisões com maior precisão.

O patrimônio líquido

Enfim, é impossível uma empresa conseguir se manter no mercado por muito tempo sem que exista uma gestão financeira eficiente. Para tanto, alguns conceitos contábeis precisam ser conhecidos e aplicados por gestores — e, entre eles, o conceito do patrimônio líquido talvez seja o mais intuitivo, mas que muitas vezes acaba sendo ignorado.

Com o patrimônio líquido você conhece melhor a saúde financeira da empresa e pode investir de maneira segura ou então cortar gastos caso seja essa a necessidade.

Gostou deste texto? Então confira também o post “O que é balanço patrimonial?”.

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A contabilidade, de uma forma geral, é capaz de trazer organização, lucratividade e desenvolvimento saudável a empresas de qualquer ramo ou tamanho. Atualmente, porém, uma ramificação dessa disciplina tem trazido resultados bastante benéficos às organizações em que é aplicada. É a contabilidade estratégica.

Como empreendedores e administradores estão se tornando mais estratégicos, é comum que a maioria dos empreendimentos contrate uma equipe de contabilidade para cuidar do patrimônio. Isso reduz a competitividade entre os grandes empresários. E mais: com o avanço das novas tecnologias, várias atividades burocráticas estão sendo feitas de forma mecanizada por softwares especializados em gestão.

Tudo isso contribui para a busca de novas técnicas e novos métodos contábeis que sejam capazes de ajudar as empresas a se diferenciarem de seus concorrentes. Assim, a disputa tem se tornado bastante complexa e interessante. Nesse cenário, a contabilidade estratégica é uma novidade pode fazer uma organização se destacar no mercado atualmente.

Se você está buscando se especializar nas ferramentas necessárias para favorecer a produtividade de qualquer negócio e torná-lo líder de mercado, chegou à publicação certa. No post de hoje, você encontra tudo o que precisa saber sobre a contabilidade estratégica: de seu conceito básico até quais são seus efeitos e como aplicá-la. Boa leitura!

O conceito de contabilidade estratégica

Todo contador ou empreendedor sabe que as funções da contabilidade incluem coletar, registrar e estudar informações relacionadas ao patrimônio e às finanças de uma empresa, de modo a fornecer dados reais e transparentes sobre o crescimento do negócio. A contabilidade gerencial — ou estratégica — consiste na evolução desse conceito, pois adiciona à disciplina conceitos de gestão empresarial.

Algumas de suas qualidades mais importantes são a possibilidade de desenvolver e monitorar novas estratégias, e ainda aprimorar os controles da companhia. Assim, pode interferir diretamente no planejamento estratégico e ajudar os gestores a tomarem decisões mais interessantes.

Entre os objetivos mais importantes da contabilidade estratégica estão:

  • estruturar planos e estratégias econômicas;
  • comunicar as estratégias a toda a organização;
  • permitir que as ideias sejam implementadas no plano real;
  • controlar o andamento do processo monitorando as etapas;
  • possibilitar o alcance de metas.

Para que esses propósitos sejam alcançados, essa ciência atua além do simples controle patrimonial. Ela vai mais longe e passa a exercer as seguintes atividades:

  • aperfeiçoa as comunicações interna e externa da empresa;
  • aprimora e otimiza o processo de tomadas de decisão;
  • aumenta a eficiência dos recursos utilizados;
  • auxilia na definição de preços de mercadorias e serviços;
  • compara sua participação com a dos concorrentes;
  • controla as atividades da organização;
  • estrutura os custos;
  • mede a avalia o desempenho enquanto implementa mudanças;
  • planeja de antemão táticas futuras.

As principais vantagens obtidas

Os benefícios da contabilidade estratégica não são específicos para determinados departamentos nem beneficiam apenas determinados aspectos da empresa. Seus reflexos abrangem vários níveis dentro da companhia. Acompanhe!

Visão ampla do negócio

A contabilidade estratégica analisa e informa os dados financeiros de forma precisa e real. Assim, as atividades são desenvolvidas de maneira racional. Por exemplo, se ela identificar que as finanças não estarão favoráveis em alguns anos, essa realidade ficará bem clara para os administradores.

Esses dados são fundamentais para que a companhia atinja objetivos a longo prazo, pois permite que projetem mudanças de rumo antes que qualquer prejuízo seja causado. O melhor é que essa vantagem atinge todos os setores da companhia de forma generalizada, já que aprimora a eficiência e a produtividade, e ainda impulsiona o faturamento de todo o empreendimento.

Benchmark

Quando estudam a atuação dos concorrentes, os contadores podem demonstrar qual método de desenvolvimento está sendo mais eficaz entre eles. Além disso, pode investigar por quais motivos determinadas empresas estão alcançando sucesso ou enfrentando dificuldades.

Essa comparação permite absorver técnicas vantajosas e ajuda a evitar erros cometidos por terceiros. Com base nos resultados, é possível adotar a posição mais favorável, criar metas reais e mais interessantes e aplicar práticas que comprovadamente trazem resultados positivos.

Com o benchmark, a empresa pode saber exatamente como obter destaque no mercado em relação aos concorrentes. Esse estudo é chamado de inteligência competitiva. A equipe contábil, então, deixa de atuar apenas em tarefas burocráticas e passa a participar de decisões estratégicas, sempre com o objetivo de buscar o lucro e a sustentabilidade a longo prazo.

As mudanças na área nos últimos anos

A origem da contabilidade tem íntima relação com a necessidade de registrar as transações efetuadas. Ela existe desde a Antiguidade: foram encontradas escrituras contábeis egípcias que datam de 2000 a.C.

No Brasil, a família real implementou a disciplina na contabilização de gastos públicos, na tesouraria dos estados e em outras áreas. Depois disso, ela se expandiu para as atividades fiscais, de auditoria, de controladoria e atuariais. Com o rápido avanço tecnológico, a modernização de sistemas e a evolução dos computadores, toda a ciência contábil teve suas técnicas e aplicabilidades alteradas.

Um dos exemplos é o surgimento do Sistema Público de Escrituração Digital (SPED), que padroniza o envio de todas as obrigações acessórias fiscais e tributárias. Além disso, as burocracias contábeis estão sendo automatizadas por softwares de fácil manuseio e alto poder de cálculo.

Diante dessas mudanças, o contador profissional ganhou espaço para inovar e expandir suas atribuições. Isso porque, ele não está mais preso ao simples registro de contas. Foi assim que surgiu a contabilidade estratégica. Com ela, uma das funções fundamentais do contador agora se resume ao desenvolvimento de estratégias — e para todos os departamentos da companhia.

Aplicações práticas da contabilidade estratégica

Como a contabilidade estratégica atua diretamente nas tomadas de decisão, ela intervém, de forma positiva, em diversos setores e atividades empresariais. É o caso, por exemplo, de investimentos, custos, pessoal, financeiro e precificação. É necessário, porém, que os envolvidos nessas áreas estejam preparados para as mudanças. Confira, a seguir, como a metodologia é aplicada em cada operação.

Estratégia de investimento

A área de investimentos é bastante ampla e complexa. Os investidores precisam dedicar várias horas de estudo para conseguir sucesso em suas aplicações — e ainda assumem riscos: podem lucrar ou não com as negociações. Aprofundar-se nessa área é indispensável para toda empresa que quer crescer. A contabilidade estratégia é um elemento essencial nesse cenário para minimizar riscos e aumentar a probabilidade de êxito.

A estratégia de investimentos utiliza dados contábeis, financeiros e econômicos do empreendimento para tomar decisões mais assertivas, emitir debêntures, adquirir ações e outros. Todas essas atividades são realizadas de forma segura, próxima à realidade e orientadas às diretrizes da companhia.

Estratégia de custos

Uma das qualidades da contabilidade é a redução de gastos, alcançada por meio da maximização do aproveitando dos ativos ou do aprimoramento da agilidade nos processos burocráticos. A estratégia de custos amplia ainda mais a utilidade do setor contábil.

Isso porque é feito um diagnóstico das despesas, em que elas são classificadas conforme sua importância e avaliadas para descobrir se há desperdícios. Além de diminuir os gastos de forma generalizada, esse trabalho ajuda a projetar uma redução de custos em imprevistos e prejuízos decorrentes de fatores externos, como flutuações do valor da moeda em razão da inflação.

Para esclarecer a redução, os contadores elaboram relatórios com toda a informação necessária para que o processo seja feito a partir de um viés lógico e real. Isso garante a firmeza na projeção de cenários e na definição de metas.

Estratégia de pessoal

Toda entidade, pública ou privada, é administrada por pessoas com pensamentos, personalidades e visões diferentes. Por isso, qualquer um dos colaboradores é capaz de levar a empresa ao sucesso ou causar sua falência. O planejamento estratégico do setor de pessoal é, portanto, um dos elementos mais importantes para o futuro da organização.

O primeiro passo é garantir que sejam selecionados os funcionários mais adequados para a empresa. Para auxiliar nessa tarefa, o setor contábil faz projeções de contratação e aponta os riscos trabalhistas de cada candidato à área de recursos humanos. Depois, trabalha para manter os bons profissionais na empresa, criando uma estratégia de retenção de talentos. Entre as principais delas estão:

  • criar planos de carreira e estipular requisitos para promoções;
  • ajudar a elaborar planos individuais de capacitação;
  • propor bonificações, incentivos, recompensas e afins.

Por fim, a contabilidade estratégica aproxima as camadas de liderança no empreendimento. Isso faz os administradores terem mais contato com as qualidades e os defeitos do negócio e os ajuda a saber como aumentar a eficiência de cada setor.

Outra prática que tem se tornado popular nas empresas é a adoção de contratos em que os colaboradores participam como investidores. Normalmente, esse tipo de acordo é feito em startups que precisam se destacar: a empresa investe no projeto de um funcionário e, quanto mais bem-sucedida for a ideia dele, maior será sua participação nos lucros do negócio. No fim, todas as partes se beneficiam.

Estratégia financeira

O departamento financeiro é o responsável pela tesouraria. É ele que controla as contas a pagar ou a receber e a captação de investimentos ou recursos, além de ser muito importante para outros setores como de vendas, administrativo e outros.

A estratégia a ser aplicada aqui consiste em interligar essa área com algumas atividades dos contadores — como fluxo de caixa, balanços, demonstrações e similares. Como a troca de dados será sincronizada, a gestão financeira terá acesso instantâneo a todas as informações que lhe forem úteis.

Estratégias na precificação

O preço dos produtos ou serviços de uma empresa é o ponto central de um negócio. Afinal, ele é um fator importante que pode levar os clientes a optarem ou não pela marca. Atualmente, a precificação não é decidida somente pela vontade de gestores ou proprietários, há um conjunto de fatores influenciadores que alteram esses valores.

Entre eles, é possível destacar os custos, as despesas e os lucros, bem como pesquisas que revelam gostos e poder econômico dos consumidores e comparações com a concorrência. A contabilidade já faz parte do processo de formação de preços, pois ajuda a demonstrar os cálculos de ativos e passivos. Entretanto, a contabilidade estratégica vai muito além da simples demonstração de contas.

Como ela interliga a contabilidade com os outros setores da empresa, permite que os contadores demonstrem qual é a preferência dos clientes em relação a variedade de produtos, efeitos de campanhas publicitárias e outros. Isso faz que haja alteração na projeção de vendas, nas metas da empresa e, consequentemente, na precificação das mercadorias.

Com os impactos positivos trazidos pela contabilidade estratégica, as companhias são cada vez mais capazes de competir globalmente com mercados que detêm melhores isenções fiscais, tecnologias mais avançadas e até mesmo praticam dumping social, que são práticas abusivas de exploração do trabalhador.

A transformação do papel do contador na empresa

O contador é um profissional essencial na empresa, pois ajuda a controlar de forma precisa os ativos, os passivos e o patrimônio líquido da companhia. O especialista em contabilidade estratégica tem em mãos as ferramentas necessárias para auxiliar os administradores no desenvolvimento de planejamentos — assim, atua como um consultor estratégico para o empreendimento.

Graças a seu conhecimento de todas as atividades da empresa, suas competências incluem:

  • capacidade de explicar a contabilização dos dados empresariais para pessoas de todos os ramos e graus de instrução (não apenas a outros contadores);
  • conhecimento das preferências da clientela, o que garante o desenvolvimento de estratégias que busquem sua plena satisfação;
  • condição de guiar a empresa rumo ao sucesso, eliminando possíveis ameaças e evitando o cometimento de erros;
  • compreensão de falhas passadas, alteração do presente e previsão do futuro sucesso financeiro da organização.

Além disso, ele precisa ter capacidades que extrapolem seu conhecimento técnico. As principais características exigidas do contador estratégico são:

  • capacidade de comunicação;
  • proatividade;
  • espírito de liderança;
  • resiliência;
  • inteligência emocional;
  • flexibilidade;
  • agilidade;
  • habilidade de autoaprendizado;
  • criatividade;
  • adaptabilidade;
  • confiança;
  • facilidade para o trabalho em equipe.

Todas essas qualidades são necessárias para que o contador lidere os demais departamentos e seja capaz de auxiliá-los em suas tarefas, como também que tenha a coragem e a confiança necessárias para convencer os gestores a tomarem decisões estratégicas que efetivamente tragam benefícios à companhia.

A incorporação do conceito de contabilidade gerencial

Implementar a contabilidade gerencial não é uma tarefa excepcionalmente difícil. Para usufruir de seus benefícios, basta seguir os seguintes passos:

  • investir em tecnologia para informatizar as ferramentas;
  • modernizar os processos;
  • terceirizar tarefas burocráticas;
  • descentralizar a atividade de gestão;
  • contratar profissionais com conhecimentos da contabilidade gerencial ou capacitar os contadores.

A tarefa mais árdua consiste em aceitar a ideia de que essa transformação será benéfica. Gestores mais conservadores se prendem à ideia de que a contabilidade funciona apenas como um instrumento de apuração de impostos e cumprimento de leis fiscais. Mesmo que a equipe executiva entenda os benefícios da contabilidade estratégica, os colaboradores podem se assustar, achando que estão invadindo sua competência.

Como é necessário que haja um compartilhamento de crenças, é preciso que esse pensamento seja implementado na companhia. Para isso, recomenda-se que seja apresentada uma aula ou que sejam distribuídos guias a todos os funcionários para demonstrar conceitos básicos sobre a contabilidade estratégica.

A filosofia proposta consiste no entendimento de que ela deve atuar como uma aliada nas tomadas de decisão. Afinal, ter a opinião de um profissional que conheça cada uma das contas da empresa ajuda a aumentar a lucratividade em todas as atividades empresariais.

A criação do diferencial competitivo

Os principais fatores que tornam uma empresa competitiva são a qualidade de seus produtos ou serviços aliada a menores custos de produção ou comercialização, experiência de mercado e preços mais baixos. Com esses elementos, a entidade pode atrair novos clientes e fidelizá-los com base em suas preferências.

Com a contabilidade estratégica, há um aumento da eficiência em todos os departamentos da organização, já que ela os auxilia na superação de desafios. Seu maior diferencial, porém, consiste na inovação: poucas organizações a adotam atualmente. Grandes empresas nascem de novas invenções ou de ideias revolucionárias, e a liderança será ocupada por aquelas que agarrarem essa oportunidade.

Ter um plano estratégico que interligue toda a companhia abre novos horizontes e maximiza o potencial da entidade no mercado. Porém, isso será um diferencial apenas por tempo limitado, pois deve se tornar padrão em todas as organizações em breve.

Diferencial para contadores

Do ponto de vista do profissional, a contabilidade estratégica é um mercado bastante promissor. Aqueles que não querem mais ser apenas aquele contador que efetua recolhimento de tributos e estrutura demonstrações contábeis, têm agora uma oportunidade para se reinventar. Afinal, com o mercado se tornando cada vez mais exigente, o conhecimento técnico tradicional não é suficiente para aqueles que buscam se destacar.

Como a contabilidade estratégica ainda está dando seus primeiros passos nas empresas, as chances de sucesso serão potencializadas para quem se especializar nesse segmento. Além disso, os limites são apenas o potencial e a criatividade do profissional, pois os conhecimentos de gestão e financeiros, adquiridos ao longo da carreira, o transformarão em um multiespecialista.

A necessidade do investimento em inovação e tecnologia

O desenvolvimento tecnológico cada vez mais veloz transformou bruscamente a forma como os negócios são conduzidos. Os softwares contábeis atuais anulam quaisquer burocracias — que existiam nos processos manuais que antes eram feitos pelos contadores.

A Receita Federal do Brasil (RFB) e as secretarias de fazenda municipais e estaduais, por exemplo, já adotaram sistemas de escrituração fiscal (EFD) e contábil (ECD) completamente digitais. Além disso, o Governo também normatizou o uso da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e).

A tecnologia de certificação digital (que emite arquivos eletrônicos de identificação virtual) permite que contabilidade gerencial seja aplicada de forma definitiva. Com eles, os atos da organização se tornam plenamente válidos para fins fiscais em qualquer ambiente virtual. Sem eles, ao contrário, não seria possível apontar se um determinado registro, por exemplo, foi realizado com a permissão de um contador ou não.

Segurança

A certificação digital zela pela privacidade e pela segurança jurídica dos atos de seus usuários. Afinal, elas só são emitidas se houver uma estrutura completamente segura. Caso contrário, não haveria nem razão para a adoção de documentos digitais.

Esses dispositivos funcionam com um conjunto de chaves criptografadas. Elas são um complexo matemático de difícil, se não impossível, falsificação. Somente softwares específicos conseguem decifrar seus códigos.

Não há casos registrados no mundo de que alguém tenha conseguido quebrar as travas de segurança de algum desses certificados. Ou seja, no momento, eles são o melhor para garantir a confidencialidade, o sigilo e a autenticidade de informações.

Economia

O uso da certificação digital otimiza processos e diminui burocracias. Isso porque, ele oferece a possibilidade do uso de softwares que fazem a organização automática de dados e, com isso, eliminam a necessidade de mão de obra para executar essa tarefa.

Além disso, quando a companhia opta pela virtualização dos papéis, reduz o espaço físico necessário para armazená-los. Tudo será guardado, então, em compactos servidores físicos ou na nuvem — e ainda tem a vantagem de economizar com tintas, impressoras e papelada.

Consequentemente, documentos não serão perdidos por falhas na organização nem sofrerão desgaste natural com o tempo. Tudo isso garante uma economia não só de capital, mas também de tempo, pois os contadores não precisarão gastar horas de trabalho procurando por um documento perdido.

Praticidade

Graças ao armazenamento digital, é possível ter acesso a todas as informações necessárias com apenas alguns cliques. E se a companhia tiver as ferramentas certas, a equipe pode acessá-las de qualquer dispositivo móvel, como celulares, tablets e notebooks.

Outra vantagem do uso dos certificados é o acesso à base de dados de contribuintes da RFB. Com isso, basta acessar o Centro de Atendimento Virtual ao Contribuinte (e-CAC) para verificar a situação da organização perante o Governo. Essa modernização de processos facilita as tomadas de decisão, pois permite que os gestores se concentrem puramente em aspectos estratégicos, sem precisar perder tempo com ritos totalmente burocráticos.

Em resumo, contabilidade estratégica é sinônimo de desenvolvimento e lucratividade, e esse diferencial potencializa a produtividade e a eficiência da empresa em sua totalidade. Assim, trata-se de uma solução fundamental para todas as organizações que querem ser líderes de mercado, bem como para qualquer contador que deseje expandir sua atuação.

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O eSocial é um projeto do Governo Federal que surgiu com a finalidade de facilitar e unificar as informações fiscais, previdenciárias e trabalhistas do empregador aos órgãos fiscalizadores.

O programa, que faz parte do Sistema Público de Escrituração Digital (SPED), foi lançado em 2007. Ele requer uma mudança na estrutura da empresa e uma adequação às novas exigências, uma vez que passa a integrar, em uma única base de dados, diversas obrigações que antes eram enviadas individualmente — como RAIS, DIRF, GFIP, SEFIP, CAGED, MANAD, entre outros.

Pensando em ajudar você, levantamos algumas dicas de como coletar os dados para envio do eSocial e, assim, não cair nas garras do Fisco. Fique atento!

1. Organize as informações durante o ano

O sistema eSocial passa a reunir e a centralizar os dados contábeis em uma única base, o que exigirá maior organização das empresas.

Hoje, as informações são transmitidas de forma dispersa, em diferentes prazos e plataformas. Isso reduz a qualidade das declarações e aumenta a incidência de erros, de sonegação e de fraude.

O empreendedor não pode deixar para última hora e deve organizar a documentação internamente. A migração vai exigir um grande esforço para reestruturar as tarefas de todas as pessoas envolvidas, incluindo os profissionais responsáveis pelo envio da folha de pagamento.

2. Utilize um software especializado para o cruzamento das informações

O cumprimento das obrigações legais está diretamente relacionado à qualidade das informações prestadas. Desse modo, somente será possível se o empreendedor ajustar seus processos e adotar uma organização eficiente dos dados.

O eSocial exigirá o envio dos seguintes itens e prazos:

  • folha de pagamento: deverá ser transmitida todo dia 7 do mês subsequente;
  • admissão, demissão, afastamento, férias, comunicação de acidente de trabalho, avisos prévios: precisarão ser informados imediatamente após o ocorrido;
  • alterações no horário e jornada de trabalho: deverão ser comunicados à medida que ocorrerem — e é preciso informar, inclusive, quais trabalhadores são isentos de marcação de ponto;
  • alteração de salário: deverá ser informada no dia subsequente.

3. Atenção ao registro dos eventos

Com o novo sistema e a centralização das informações em uma única base de dados, o Fisco tem maior controle sobre todos os fatos ocorridos na relação trabalhista entre a empresa e seus funcionários e, assim, verifica divergências quanto aos eventos prestados.

Isso sugere que, mais do que nunca, é preciso investir em um software que possa integrar todos os relatórios relacionados ao trabalhador, evitando irregularidades, entregas fora do prazo, erros de cálculo e declarações inconsistentes.

4. Faça o armazenamento dos documentos

DIRF, SEFIP, RAIS, CAGED, INSS, FGTS e inúmeras outras obrigações serão transmitidas por meio do eSocial. No entanto, a empresa precisa estar preparada para saber as funcionalidades do programa e, principalmente, conhecer quais informações deverão ser enviadas.

Vale destacar que os dados serão enviados ao sistema em formato XML, seguindo grupos de eventos, como: iniciais, tabelas, não periódicos e periódicos.

Apesar da emissão digital, é preciso que os arquivos sejam armazenados pelo prazo estabelecido pela legislação tributária, que é de 5 anos.

Alguns softwares, além de integrarem os mais diversos setores da empresa, oferecem a geração dos arquivos e o armazenamento das informações em nuvem.

5. Prepare-se para o uso do Certificado Digital

Como eSocial é uma extensão do SPED, sua transmissão será possível apenas por meio do uso de um Certificado Digital, e as empresas precisam estar preparadas para se adequarem a essa nova exigência.

O Certificado Digital é uma ferramenta que permite que uma empresa ou pessoa assine documentos digitalmente, de qualquer lugar do mundo e a qualquer hora, além de realizar operações eletrônicas com segurança, agilidade e, principalmente, validade jurídica.

As empresas precisam se preparar para investir em softwares de tecnologia da informação para não haver problemas no processo de migração e implementação do novo sistema.

Vale destacar que o envio do eSocial exigirá o Certificado Digital em dois momentos: na transmissão e na assinatura de documentos.

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VALID Certificadora

A terceirização do setor financeiro é adotada por muitas empresas que precisam ampliar o foco em atividades estratégicas, flexibilizar rotinas e reduzir custos. Esse serviço dá ao empreendimento a chave para otimizar as suas operações e ganhar competitividade, além de aumentar a qualidade dos serviços prestados pelos profissionais da área.

Porém, você sabe quais são as melhores estratégias para alcançar mais resultados ao investir em um serviço de gestão financeira terceirizada? Continue a leitura e descubra!

Contar com uma equipe alinhada com o perfil do negócio

Um dos pontos-chave para contratar um serviço terceirizado é buscar uma empresa que esteja alinhada com o perfil do seu negócio. Toda companhia tem suas características próprias. E, nesse cenário, escolher uma que saiba lidar com as suas necessidades será fundamental para obter o máximo de retorno sob o investimento.

Ao investir em uma gestão financeira terceirizada, avalie quais são as prioridades da prestadora do serviço. Identifique, por meio de certificados de qualidade e principais clientes, quais são as metodologias e padrões de trabalho em que a companhia apresenta maior conhecimento.

Dessa forma, você poderá garantir que os profissionais conseguirão adaptar-se rapidamente ao seu ambiente de trabalho.

Utilizar a tecnologia a seu favor

A tecnologia pode ter um papel de destaque em muitos serviços. Na gestão financeira terceirizada, ela abre portas para que a companhia possa manter as suas políticas tributárias com qualidade e segurança. Assim, o negócio evita riscos e mantém as suas informações restritas aos ambientes corretos.

Diante do uso, cada vez mais comum, de documentos em meios digitais, algumas estratégias devem ser tomadas para evitar que a contratação de um time de profissionais terceirizados possa colocar as políticas de gestão de documentos em risco.

Políticas de controle de acesso e monitoramento de recursos são apenas duas escolhas que o negócio pode fazer para gerar mais qualidade e confiabilidade aos processos corporativos. Além disso, a empresa pode investir em certificados digitais e assinaturas digitais.

Essas soluções trazem mais confiabilidade para os documentos corporativos (como notas fiscais e contratos eletrônicos) e os sistemas de comunicação interna. Protegidas por algoritmos modernos de criptografia, elas conseguem evitar ataques e tornam mais simples a detecção de fraudes.

Dessa forma, a companhia garante que os seus serviços continuarão a ser executados sem vulnerabilidades.

Manter atividades estratégicas internamente

Quando o negócio contrata uma equipe de gestão financeira terceirizada, uma série de processos passará a ser de responsabilidade da empresa contratada e, para muitos gestores, isso representa um risco de segurança.

Se a companhia contar com informações ou atividades estratégicas que não podem ser conhecidas por terceiros, uma boa escolha é mantê-las restritas aos times internos.

Fazendo essa escolha, o negócio pode manter os profissionais internos focados nas atividades estratégicas, e os terceirizados, em processos financeiros secundários.

Como consequência, a empresa terá mais foco nas rotinas que estão diretamente ligadas as suas receitas e, assim, aumentará a sua competitividade.

Ter um bom SLA

O SLA (Service Level Agreement, ou Acordo de Nível de Serviço, em português) é um documento que registra todas as normas, multas e metas de um serviço que é prestado por uma empresa. Justamente por isso, a sua formulação é um ponto-chave para garantir que a companhia terá um bom retorno sob o seu investimento na gestão financeira terceirizada.

Trabalhe para que o contrato de prestação de serviços seja claro e objetivo. Ele deve detalhar todas as metas de performance, multas por não cumprimento de demandas, prazos e outros fatores que influenciem na relação comercial.

Também é importante que ele tenha registrado a maneira e o intervalo de criação de relatórios de qualidade. Os relatórios precisam ser estruturados para que o gestor tenha uma visão abrangente sobre a qualidade dos serviços prestados e, assim, possa identificar se tudo está ocorrendo conforme o esperado.

É importante que o Acordo de Nível de Serviço seja conhecido por todos. Elabore a sua estruturação ao lado do prestador de serviços, busque pontos em comum e faça reavaliações dos termos. Dessa forma, você garantirá que o SLA sempre corresponderá às necessidades do negócio.

Planejar inicialmente tudo o que será terceirizado (e como esses processos ocorrerão)

O planejamento é crucial para que o negócio possa fazer a contratação de um serviço. Na área financeira, a sua importância é ainda maior, uma vez que essa é uma área crítica para as empresas.

Antes de escolher a companhia que será contratada, faça uma avaliação completa sobre as atividades do setor. Identifique pontos que precisam de melhorias, as necessidades de cada time, gargalos operacionais e outros fatores que estejam impactando negativamente nos resultados da empresa. Também faça uma avaliação sobre quais são os processos que devem ser mantidos.

A partir desses dados, você conseguirá identificar quais são as melhores rotinas a serem terceirizadas. A empresa também conseguirá definir uma rotina de migração para a nova forma de trabalho com menos problemas, uma vez que o negócio terá um mapeamento completo sobre as suas rotinas.

Assim, o retorno sobre o investimento é obtido rapidamente, uma vez que erros e riscos são evitados facilmente.

A busca por uma companhia também será otimizada. Sabendo de que tipo de serviço precisa, quais são as melhores metodologias e os pontos fracos da área, a empresa pode buscar um serviço de gestão financeira que esteja totalmente alinhado com as suas necessidades. Assim, o impacto positivo das atividades será muito maior.

A gestão financeira terceirizada pode trazer vários benefícios para as empresas. Custos são reduzidos, o negócio passa a focar mais nas suas atividades estratégicas e, consequentemente, a companhia consegue alcançar mais performance em médio e longo prazo.

Os processos fiscais passam a ser executados com um maior alinhamento com os padrões do mercado. Além disso, a empresa pode criar uma estrutura organizacional mais inteligente para o setor, reduzindo o número de conflitos, agilizando rotinas e melhorando o trabalho dos membros do time. Dessa forma, toda a companhia terá serviços mais inteligentes e competitivos.

E você, já pensou em investir na gestão financeira terceirizada? Se gostou deste post, compartilhe-o nas redes sociais.

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