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Entenda como gerir os impactos da carga tributária do país

Qualquer empresa, independentemente do seu ramo de atuação, precisa ter uma boa gestão de tributos para viabilizar a redução de custos. Afinal, é preciso gastar o mínimo possível e ter o máximo de recursos para investir bem e ser competitiva no mercado.

Sendo assim, é necessário contar com profissionais qualificados para lidar com a questão tributária, gerindo os impactos que costumam fazer mal às empresas brasileiras. Essa gestão pode ser realizada a partir de algumas ações que, estruturadas, fazem com que os resultados do empreendimento sejam significativamente mais satisfatórios.

Quer saber mais? Então acompanhe este post até o final:

O que é carga tributária

Chamamos de carga tributária toda a variedade de tributos que incide sobre a economia. Por tributos consideramos diferentes tipos de impostos, taxas e contribuições obrigatórias, exigidos pelos 3 entes federativos (municípios, estados e a União) e devidos por indivíduos, empresas e governos.

Uma maneira de avaliar o impacto da coleta de dinheiro realizada pelo governo sobre a sociedade é fazendo a comparação dela com o Produto Interno Bruto (PIB), que considera as riquezas que o país produziu no período de 1 ano. Assim, da relação entre os impostos pagos e o PIB, temos um valor exato para a carga tributária.

De acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), atualmente essa carga chega a 33,4% do PIB, transformando o Brasil no país com a maior carga tributária da América Latina e Caribe. Um número significativo, já que isso representa pouco mais do que ⅓ de toda a riqueza produzida pela nação.

Esse impacto da carga tributária afeta tanto indivíduos quanto empresas, sendo um entrave para o desenvolvimento do país, pois faz com que boa parte do dinheiro que as pessoas e as empresas ganha seja repassada para o governo e, muitas vezes, não ser devolvida em forma de benefícios para a população.

Como lidar com a carga tributária

Esta é a grande questão que gestores das mais variadas categorias se esforçam para responder. Entretanto, existe um caminho possível para lidar com essa carga tributária, e ele precisa ser seguido pelas empresas que desejam alcançar sucesso.

Trata-se da gestão tributária. Sem uma gestão tributária eficiente, torna-se praticamente impossível sobreviver diante de tantas complicações.

Para tanto, é preciso primeiramente descobrir a carga tributária real de sua empresa. Isso pode ser feito somando todo o seu faturamento anual e somando todos os tributos que você já pagou. Divida o faturamento pelos tributos e você encontrará a sua carga tributária.

A partir desses dados é possível avaliar se ela está mais alta do que deveria e assim começar a fazer a economia na sua empresa.

O que pode ser feito

Pensando de uma maneira geral, o ideal é estruturar sua empresa a partir de uma análise do empreendimento, permitindo a você antecipar as operações que serão realizadas no período seguinte. A ideia é prever os reflexos financeiros que surgirão em função da carga tributária para ter as ferramentas adequadas para diminuir legalmente os impostos que serão cobrados.

Posteriormente, deve ser realizado um estudo de cada imposto devido pela empresa em função dos possíveis regimes tributários disponíveis, no caso o Simples Nacional, o Lucro Real e o Lucro Presumido.

Essa medida é altamente importante, pois, de acordo com as atividades exercidas por cada empresa, o regime tributário pode oferecer um impacto diferente sobre ela. Sendo assim, um estudo que avalie esse impacto e ajude a escolher o melhor regime pode ser um diferencial na redução dos impostos.

O planejamento tributário

Tudo começa pelo planejamento tributário. Anualmente, você pode fazer ou atualizar seu planejamento considerando as atividades que serão desenvolvidas o ano todo. Assim é possível ter uma noção maior sobre os lucros e as despesas da sua empresa.

O planejamento tributário traz vários benefícios, entre eles a possibilidade de conhecer mais detalhadamente os impostos devidos pela empresa, tornando possível encontrar maneiras de se reduzir o valor das contribuições. Essa prática também oferece maior controle de custos na empresa, permitindo aos gestores avaliarem onde é melhor investir o dinheiro.

Os regimes tributários

Como dito, no Brasil existem 3 regimes tributários dentro dos quais as empresas podem se enquadrar, além de um regime especial. Vamos às principais vantagens de cada um deles em relação a impostos:

Simples Nacional

O Simples é um regime diferenciado, voltado para micro e pequenas empresas com faturamento anual máximo de R$ 3,6 milhões. Apresenta como principal vantagem a simplicidade no pagamento de tributos, uma vez que oferece uma única guia de pagamento que unifica todos os impostos devidos pelas empresas.

Assim, ISS, PIS, COFINS, IRPJ, CSLL, IPI, ICMS e ISS aparecem todos no Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), o que facilita muito a vida de pequenos empreendedores que não precisam lidar com tanta burocracia no pagamento de impostos.

Lucro Real

Em relação aos outros regimes, o Lucro Real é o único que oferece 2 opções de pagamento, podendo ele ser realizado de maneira mensal ou trimestral.

Além disso, no Lucro Real, o PIS e o Cofins dão direito a créditos, que podem reduzir o pagamento desses impostos na modalidade não cumulativa.

Outra vantagem é que a empresa adepta do Lucro Real pode reduzir seus tributos em incentivos fiscais, algo que pode ser útil para reduzir tributos. O governo brasileiro coloca à disposição das empresas uma série de projetos que precisam de apoio para continuar em funcionamento.

Assim, quando uma empresa apoia algum desses projetos, ela recebe benefícios como a redução da carga tributária.

Investir em incentivos fiscais é importante, inclusive para conquistar credibilidade em seu empreendimento, uma vez que você pode associar o nome de sua empresa a um projeto interessante.

Lucro Presumido

A grande vantagem do Lucro Presumido é que, nesse modelo, a pessoa jurídica tem como saber por antecipação qual é o impacto da sua carga tributária. Além disso, a apuração dos tributos é mais simples, pois é feita por meio de percentuais, diferentemente do que acontece no Lucro Real.

Quando uma empresa lucra mais do que a média das outras empresas que executam a mesma atividade, o imposto cobrado é apenas sobre a alíquota prefixada, podendo gerar significativa economia.

Outra vantagem importante é que as alíquotas de PIS e Cofins são menores do que no Lucro Real.

Lucro Arbitrado

Existe ainda um regime especial para casos em que o fisco desclassifica a escrituração contábil da empresa, o chamado Lucro Arbitrado. Não trata-se necessariamente de uma penalidade, uma vez que a própria empresa pode optar por ele.

O Lucro Arbitrado pode reduzir a carga tributária em relação ao Lucro Real. Em comparação com o Lucro Presumido, a carga é a mesma em termos de PIS, Cofins e CSLL, havendo um acréscimo de 20% no Imposto de Renda.

E você, tem pensado em soluções para lidar com a carga tributária em sua empresa? Deixe seu comentário.

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Como preparar uma loja para vender online?

Diferentemente das lojas físicas, que exigem do gestor uma série de burocracias para que sejam abertas, as lojas virtuais são mais simples e práticas de serem colocadas no ar. Isso não significa que elas não demandem cuidados específicos com qualidade, segurança e outros aspectos, pois na mesma velocidade em que você põe uma loja no ar, ela pode acabar tomando um rumo inesperado.

Mas, então, como preparar uma loja para vender online? Confira o nosso artigo com 6 dicas imperdíveis e direcione o seu negócio virtual para trilhar um caminho de sucesso!

1. Lembre-se que o planejamento vem em primeiro lugar

O primeiro ponto diz respeito ao planejamento necessário para que você consiga abrir e manter uma loja virtual de sucesso. É nessa fase inicial que você pesquisa sobre todas as opções que se tornarão escolhas e garantirão o direcionamento do seu negócio.

No planejamento, você faz uma análise sobre o segmento em que deseja atuar, compara concorrentes e estabelece quais serão os diferenciais do seu comércio eletrônico. Nessa etapa, você deve contemplar até mesmo o investimento necessário para que o seu negócio sobreviva até que o faturamento se transforme em lucro.

2. Tome cuidado com a escolha da plataforma

De posse do planejamento, chegou o momento em que você faz a escolha da plataforma da sua loja virtual. Essa escolha é extremamente importante, uma vez que a plataforma é a base de todo o seu negócio — a execução da maioria dos próximos tópicos torna-se inviável se a sua plataforma for limitada demais.

Você pode escolher entre três tipos para o seu comércio eletrônico:

Gratuitas

Costumam ser limitadas demais quanto a personalizações que sejam muito específicas.

Código-fonte aberto

São gratuitas, porém necessitam que você tenha os conhecimentos específicos para modificá-las ou contrate um profissional capacitado para tal. O suporte delas, geralmente, não é feito pelos seus distribuidores.

Pagas

As plataformas desse tipo costumam ter um suporte de qualidade, além de possibilitar uma grande variedade de opções na hora de customizá-la. Como o próprio nome diz, esse tipo de plataforma exige um investimento.

3. Tenha atenção na definição dos meios de pagamento

Quando falamos sobre meios de pagamento, é preciso ter cuidado com a escolha de como você vai receber os pagamentos. Existem três formas de recebimento de pagamentos online:

Intermediadores de pagamentos

Essa forma de receber pagamentos online é mais simples do que as próximas opções que você vai ver, tanto do ponto de vista técnico quanto do gerenciamento. Solução mais recomendada para quem está começando um negócio virtual, os intermediadores de pagamentos assumem os riscos envolvendo fraudes e fazem o adiantamento de recebíveis. É de praxe, nesse tipo de pagamento, que os intermediadores cobrem uma taxa extra por transação.

Gateways de pagamento

Tidas como soluções mais completas para pagamentos, os gateways garantem maior estabilidade com as redes das grandes empresas como Redecard e Cielo. É uma opção mais barata, pois cobra uma taxa fixa por transação. Aqui, cabe a você garantir o bloqueio de fraudes e negociar com as empresas todos os adiantamentos de recebíveis, assim como o valor das taxas.

Integração com a adquirente

Se a sua loja terá um time dedicado à segurança do seu negócio, essa é a melhor opção. Assim como no item anterior, é de sua responsabilidade garantir o bloqueio de fraudes e fazer a negociação com as empresas. O diferencial, na integração com a adquirente, é que você passa a ter o controle de toda a experiência do usuário.

4. Garanta a blindagem das transações com sistemas antifraude

Conforme você viu no tópico anterior, os sistemas de pagamento necessitam de blindagem por meio de sistemas antifraude. Nas vendas realizadas pela internet, diferentemente das lojas físicas, quem se responsabiliza pelo pagamento das fraudes é o lojista virtual.

Sempre que você for pensar em meios de pagamento, faz-se necessário associar este tema ao da blindagem para que os seus clientes e o seu negócio não sejam penalizados por falta de segurança durante as transações.

5. Priorize a segurança do seu consumidor ao vender online

Independentemente do meio de pagamento escolhido para o seu comércio eletrônico, faz-se necessário investir em segurança para garantir a proteção dos dados dos seus consumidores e atrair novos clientes.

Se a sua loja virtual não demonstra preocupação com segurança, você provavelmente não vai conseguir conquistar novos consumidores. Já as transações que ocorrem diariamente nos bastidores de sua loja precisam ter a segurança necessária para que tenham seus dados armazenados e longe de terceiros. Veja quais são os tipos de segurança que são fundamentais em um e-commerce:

Scan de aplicação e IP

Esse tipo de segurança varre o seu e-commerce em busca de vulnerabilidades que permitam o acesso de pessoas mal intencionadas aos dados dos seus clientes, com o fim de roubar informações. As falhas são encontradas durante o escaneamento e apontadas para o seu time de desenvolvimento.

Security Socker Layer

Também conhecido pela sigla SSL, ele funciona como uma rede de proteção para que todos os dados inseridos em formulários não sejam direcionados para outros fins que não sejam as compras realizadas naquele ambiente — essa proteção é conhecida como criptografia.

As redes de adquirência costumam exigir esse tipo de segurança para estabelecer uma parceria com o seu negócio. A segurança deve ser pensada inclusive no ambiente mobile. Saiba mais sobre o assunto clicando aqui.

6. Estabeleça um plano de marketing

Como próximo passo no preparo para sua loja vender online, nos deparamos com o plano de marketing. Sem ele, você não vai muito longe após ter feito todo o esforço de chegar até aqui. Adianta ter um site seguro se ele não tem visitantes? Confira os pontos que você deve contemplar no seu plano de marketing:

Conteúdo

Vá além das fichas técnicas que as fabricantes distribuem. Faça descrições inesquecíveis para os seus produtos, que valorizem os seus benefícios e diferenciais. Não esqueça de investir também nas fotos dos produtos.

Redes sociais

Não fique esperando pelo seu consumidor. Vá atrás dele e marque presença em todas as redes sociais, produzindo conteúdos relevantes e que atraiam público qualificado para adquirir seus produtos na loja virtual.

E-mail marketing

Você ainda acha que e-mail marketing serve só para divulgar ofertas e promoções? Então, repense o seu uso e comece a incluí-lo no seu planejamento. Use o e-mail marketing para reduzir a taxa de abandono de carrinho e para manter uma relação duradoura com o seu público.

As dicas acima são um compilado de informações relevantes para que você dê os primeiros passos no preparo da sua loja para vender online. Caso você queira receber no seu e-mail outras dicas importantes para a criação e para a manutenção do seu negócio na internet, com segurança e qualidade, assine agora a nossa newsletter.

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Modelo de balanço patrimonial: aprenda a fazer o seu

Os livros contábeis são obrigações legais das empresas. E além da elaboração, a transmissão de todos eles ao Fisco no Sped Contábil — obrigatoriamente através de certificado digital — também é uma imposição às organizações.

Para esse cumprimento, além da necessidade de ter clara a situação financeira do negócio, é de extrema importância ter um modelo de balanço patrimonial que atenda às diretrizes certas do documento e auxilie o empreendimento na visão da evolução do patrimônio — função dessa demonstração contábil.

Veja agora como fazer corretamente o seu balanço patrimonial, tendo na escrituração uma ferramenta empresarial e atendendo às obrigações impostas por lei.

Apresentação dos grupos

A demonstração é composta apenas por ativo e passivo — além do patrimônio líquido, resultado da diferença entre os grupos.

O ativo compreende as contas de bens, direitos e disponibilidades. Enquanto o passivo abrange as obrigações e o patrimônio líquido. Este último equilibra os saldos e consta no passivo por ser tecnicamente uma obrigação da empresa para com os sócios e acionistas.

Estruturação e divisão dos grupos

Os grupos de posses e pagamentos a serem efetuados são divididos em subgrupos, que separam recebimentos e obrigações em curto e longo prazos e o dinheiro já disponível.

Ativo circulante

O primeiro subgrupo do ativo diz respeito a valores como caixa, aplicações em curso possivelmente rentáveis, estoques e recebimentos breves. São os bens que circulam rotineiramente, que têm movimento.

Ativo não-circulante

Esses números são de direitos que podem ser convertidos em dinheiro, mas com previsão de que fiquem parados por bastante tempo, como quotas de participação da empresa em outro negócio.

Ativo imobilizado

O subgrupo refere-se a bens móveis e imóveis, como prédios, carros, máquinas e equipamentos.

Passivo circulante

Tais obrigações são as que devem ser cumpridas no curto prazo — contas a vencer dentro do ano de referência. Em geral são impostos, folha de pagamento e fornecedores.

Passivo não-circulante

A natureza desse subgrupo é a mesma que a do circulante, porém as contas elencadas devem ser honradas apenas no ano seguinte. Geralmente são lançamentos relacionados a pagamentos de fornecedores, de financiamentos e de empréstimos.

Patrimônio Líquido

A parte positiva do passivo é composta pelos resultados do empreendimento e outros valores que dizem respeito aos sócios e acionistas: lucros acumulados e capital social integralizado.

Exatidão no documento

Para que o seu modelo de balanço patrimonial esteja exato e atenda à legislação contábil ao mesmo tempo, a escrituração não pode ter erros. O primeiro quesito a se conferir é se os totais de ativo e passivo são os mesmos. Isso sempre deve ocorrer por conta do método utilizado no Brasil para lançamentos, o de partidas dobradas.

Mas, antes mesmo da emissão da demonstração, é possível verificar a exatidão pelo balancete e pelo relatório do Livro Razão.

  • No balancete, o período escolhido deve terminar com equidade entre os grupos principais, constando todas as contas e demais grupos da contabilidade;
  • No Razão, não deve haver sobra de saldo ao final do livro. Todas as contas utilizadas em lançamentos do ano de referência devem ter saldos que batam. Assim, é fácil identificar um erro e localizá-lo.

Utilização do balanço patrimonial nos negócios

A demonstração contábil, unida às demais demonstrações, não serve apenas para atender aos órgãos governamentais e manter a contabilidade em dia. Feito corretamente, o documento é uma ferramenta para a empresa.

Nele, é possível ver a evolução das posses e do ativo em geral, verificando o crescimento da organização entre períodos. Também é importante e possível constatar se o aumento das obrigações — algo natural — não foi proporcionalmente maior que o de bens e direitos.

Então, é muito importante ter boas práticas no trabalho com o modelo de balanço patrimonial integralmente, desde a escrituração até seu uso pós-emissão e envio ao Fisco. Sem exatidão e valores corretos, pode acontecer um diagnóstico equivocado por parte de profissionais contábeis ou gestores. Além disso, a transmissão no Sped será de uma demonstração inexata, o que irá gerar transtornos.

E então? Restou alguma dúvida em relação às atividades do balanço? Tem uma boa dica para dar sobre o assunto? Deixe sua opinião nos comentários!

 

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O que é balanço patrimonial?

A resposta para a dúvida sobre o que é balanço patrimonial é relativamente simples, mas deixa claro a sua grande importância. Basicamente, o documento mostra como está a situação da empresa, levando em conta dados históricos de ativo e passivo.

Além de quantificar informações da organização, o relatório também classifica qualitativamente o negócio e pode auxiliar os gestores na tomada de decisões, servindo como base.

Os balanços oficiais são emitidos a cada encerramento de exercício. Por isso, geralmente, o período abrangido é de um ano, mas é possível segmentar datas conforme o necessário para obter um demonstrativo confiável de determinado período.

Acompanhe-nos agora pelos conceitos e componentes do documento. Tire suas dúvidas e domine os quesitos desse importante diagnóstico interno empresarial.

Quais são os elementos que o integram?

Dois grupos da contabilidade — ativo e passivo —, extremamente influentes na realidade financeira de um empreendimento, são expostos no relatório, além do patrimônio líquido, apurado juntamente.

O ativo engloba os bens e direitos da empresa, como veículos, caixa e contas a receber. O passivo diz respeito às obrigações, geralmente contas mensais, impostos, fornecedores e folha de pagamento a pagar.

O patrimônio líquido é calculado na diferença entre os valores do ativo e do passivo, tendo de ser um resultado positivo.

Subgrupos do ativo

Os bens e direitos dividem-se basicamente em três classificações menores: circulante, realizável a longo prazo e permanente.

O primeiro refere-se ao que pode ser convertido em dinheiro no curto prazo ou já significa a posse dele, como o caixa. O segundo diz respeito a direitos que convertem-se em valores tangíveis no longo prazo, para o próximo exercício. E a categoria permanente compreende bens, como máquinas, equipamentos, imóveis e veículos.

Subgrupos do passivo

As obrigações possuem uma bifurcação simplificada, que nos leva à circulante e à exigível a longo prazo.

O passivo circulante exibe pagamentos corriqueiros, como salários, impostos e fornecedores. O outro subgrupo está relacionado aos débitos a serem quitados no ano seguinte ao do balanço patrimonial que é visto.

Patrimônio líquido

Não é colocado como subgrupo do balanço e não tem lugar de destaque nem é separado dos demais grupos. O número fica listado entre as contas do passivo, para que este tenha total igual ao valor do ativo, como deve ser o documento.

Também, tecnicamente, o patrimônio é devido aos sócios — tornando-se uma obrigação da organização para com os acionistas.

Como é elaborado?

Em termos, o documento não é feito. Ele apenas é emitido, como resultado da escrituração das movimentações financeiras de um período.

Quando o gestor ou contador opta por cálculo e impressão do balanço patrimonial em seu software, o programa de contabilidade e gestão reúne as informações ali digitadas e importadas e fornece o resultado. Entretanto, para que a demonstração obtida esteja correta e seja confiável, os lançamentos e fechamentos mensais devem ter sido conferidos. O balancete precisa ser emitido mensalmente para a conferência, pois mostra ativo e passivo com histórico de movimentação e saldos.

A contabilidade está correta e as demonstrações podem ser utilizadas se os balancetes tiverem saldos fechados nas operações e se os valores totais de ativo e passivo forem iguais.

Qual é a diferença para o demonstrativo de resultado do exercício?

A dúvida é pertinente e até mesmo comum. A resposta é que a diferença principal é a natureza: patrimonial no balanço e econômica no DRE.

O demonstrativo de resultado anual é composto por receitas, custos, despesas e lucro. Este último resultado não tem a ver com o patrimônio, pois não leva em conta o histórico da empresa e seus bens e direitos.

O que é balanço patrimonial auditado?

As auditorias em livros contábeis ocorrem sempre após o encerramento de exercícios, com a escrituração de todo um ano concluída. Em geral, não há alterações no balanço após a auditoria, mas é possível mudar dados caso haja necessidade.

Quando auditados, documentos da contabilidade são conferidos por contadores, e quesitos como atendimento a normas de registro, exatidão, cumprimento de leis e legalidade de ações e movimentações financeiras são confirmados. Os profissionais podem realizar auditorias internas nos próprios softwares de gestão e contabilidade, assinando o processo com certificado digital.

Para que serve o balanço?

São muitas as utilidades. A primeira é o cumprimento de uma obrigatoriedade que abrange todas as empresas, com exceção dos microempreendedores individuais. Numerosas outras — importantes para a continuidade dos negócios — são percebidas.

Melhor visão de resultados integrados

Outras demonstrações contábeis podem mostrar R$ 100 mil de lucro líquido em um ano, mas a mesma situação com tal resultado pode significar apenas R$ 35 mil de sobra no exercício, por conta de prejuízos no passado e uso de recursos para conserto de rombos.

O balanço leva em conta o histórico, como outros documentos não fazem. E o patrimônio líquido contido ali é fruto de operações e ocorrências com abrangência total das atividades.

Tomada de decisões no planejamento e na gestão

É diferente ter friamente R$ 1 milhão em direitos e ter ciência de R$ 200 mil no curto prazo e R$ 800 mil no longo prazo. Sabendo disso detalhadamente, o gestor pode frear investimentos e despesas ou perceber a possibilidade de investir antes do que pretendia. Tudo depende do diagnóstico fornecido pelo relatório.

Avaliação do valor de um negócio

Muita gente não sabe, mas uma das formas de calcular o quanto vale uma empresa é por meio do balanço patrimonial. É muito simples: basta ver o número do patrimônio líquido. Ele quantifica um empreendimento na forma patrimonial de estimativa, mas o método só é usado em pagamento de percentual a sócio que deixa o negócio, pois não leva em conta o faturamento futuro.

Comparação de resultados

Com balanços patrimoniais de anos diferentes e ordenados, é possível que contador e empresário constatem o crescimento ocorrido com o passar do tempo. Pode-se verificar se bons resultados impactaram da mesma forma no patrimônio ou foram bem geridos.

Além disso, pode-se averiguar — pela característica histórica — a recuperação de situações ruins, o aumento de patrimônio e o sucesso em diminuição de despesas fixas anualmente. Há muito mais possibilidades em relação às oferecidas por outras demonstrações contábeis.

Você viu o que é balanço patrimonial, importância, influência e pontos detalhados acerca dele. Percebeu como ele impacta no negócio que você gerencia ou constatou alguma oportunidade na utilização do documento? Compartilhe com a gente nos comentários.

 

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Todo negócio deve se preocupar em manter a sua regularidade fiscal e tributária. Para que isso seja possível, é necessário cumprir com todas as obrigações — incluindo o recente Bloco K. E, por ser tão novo e repleto de mudanças, é comum que surjam dúvidas sobre o processo. Por isso, respondemos as principais questões sobre o assunto neste post. Acompanhe:

O que é o Bloco K?

O Bloco K é uma nova obrigação acessória que tem como principal objetivo aumentar a fiscalização da Receita Federal e inibir a prática de sonegação de impostos. Para isso, essa obrigação exige a digitalização do Livro de Controle de Produção e Estoque.

A verdade é que esse registro já era previsto por lei, mas não eram todas as empresas que o seguiam. Com o surgimento do Bloco K, as empresas obrigadas a ela precisarão enviar os registros de maneira periódica pelo Sped Fiscal.

Como as empresas devem proceder?

De maneira simples, o Bloco K exige o registro de tudo o que se relaciona à produção e ao estoque de maneira geral. É preciso, por exemplo, registrar o uso de matéria-prima, a quantidade de desperdício registrada, as movimentações de estoque, as entradas e as saídas e mais.

O que antes podia se feito diretamente na contabilidade agora exige um registro fiscal de modo a formar um volume de informações mais elevado. Isso permitirá que a Receita Federal realize o cruzamento de informações fiscais para garantir que todos os impostos estão sendo apurados de maneira adequada.

Quais são as modificações geradas por essa obrigação?

A principal diferença que essa obrigação vai trazer para as empresas é a necessidade de registro muito mais extenso e intenso das atividades. Antes, tudo podia ser registrado de maneira mais genérica e, com essa obrigação passando a valer, existe uma necessidade de detalhamento muito maior.

É por isso que muitas empresas estão migrando para sistemas de gestão como os do tipo ERP. Com a automatização de processos e de registro, a aquisição dos dados obrigatórios se torna mais fácil.

Quais empresas são obrigadas a entregá-lo?

No geral, estabelecimentos industriais e estabelecimentos atacadistas equiparados à indústria são obrigados a enviar o Bloco K por meio do Sped Fiscal. Isso porque essa obrigação está relacionada à produção de itens, fazendo mais sentido que recaia nesse setor da economia.

Algumas atividades estão desobrigadas, como algumas partes da agroindústria, em que há a criação do produto. Empresas que estiverem sujeitas ao Simples Nacional também não precisam fazer essa entrega.

Qual é o prazo de entrega?

Inicialmente, prazo de entrega do Bloco K era 1° de janeiro de 2015 e, depois, passou para 1° de janeiro de 2016. Apesar disso, em outubro de 2015 houve um novo adiamento e agora as novas datas de entrega de maneira escalonada são:

  • janeiro de 2017: indústrias que possuem faturamento anual superior a R$ 300 milhões no ano de 2016;
  • janeiro de 2018: indústrias que possuem faturamento anual superior a R$ 78 milhões no ano de 2017;
  • janeiro de 2019: demais indústrias e estabelecimentos obrigados a essa entrega.

Como se preparar para cumprir com essa obrigação?

Por mais que em outubro de 2015 o prazo tenha sido estendido, ainda é muito importante que as empresas planejem desde já como acontecerá a entrega — mesmo aquelas que só passarão a ser obrigadas em 2019.

Nesse sentido, um ponto inicial consiste no mapeamento de processos e atividades. Identificar tudo o que vai precisar ser registrado ajuda na implantação das mudanças necessárias.

Também é importante se inteirar sobre todas as exigências dessa obrigação, de modo a identificar quais são os dados exigidos para o seu tipo de negócio. Não menos importante, deve-se contar com uma solução que facilite o processo, como um sistema de gestão.

Outra mudança necessária é a realização de treinamento para todos os envolvidos, de modo que todos os dados sejam devidamente documentados e transferidos. O treinamento também serve para a adaptação ao sistema de gestão.

Quanto à contabilidade, é fundamental que os profissionais da área ligados à empresa sejam envolvidos em toda essa mudança. Eles serão responsáveis por fornecer orientações indispensáveis para o sucesso da adaptação.

Há vantagens no Bloco K?

A obrigatoriedade do Bloco K causou polêmicas, já que teoricamente existe um risco associado à questão de segredos industriais devido ao nível de informações que são transmitidas por meio desse registro.

Porém, se colocada em prática da maneira correta, essa obrigação traz algumas vantagens. A 1ª é justamente o ganho em regularidade fiscal, já que não apenas garante que esse dever seja cumprido como também ajuda o negócio a cumprir suas outras obrigações fiscais e tributárias.

Além disso, é uma obrigação que aumenta, ainda que compulsoriamente, o controle sobre o estoque e a produção do negócio. Com isso, a gestão se torna mais assertiva e passa a ter uma visão mais real da situação da empresa.

Se o cumprimento da obrigatoriedade do Bloco K for associada à adoção de um sistema de gestão, há efeitos secundários e em longo prazo. Como esse sistema atua para ajudar todo o negócio, o resultado em longo prazo vem em forma de menos custos, mais controle e mais vantagem competitiva.

Com isso, embora traga algumas dificuldades, surgirão efeitos positivos de todo esse processo caso essa obrigação seja cumprida da maneira certa.

Quais são as punições para quem não entregar corretamente o Bloco K?

O não cumprimento, total ou parcial, dessa obrigação levará o negócio a uma situação de irregularidade fiscal. Com isso, a empresa pode ficar impedida de conseguir financiamentos ou de se candidatar a licitações.

Além disso, o negócio também pode sofrer com fiscalizações, multas e sanções aplicadas pelo Fisco e pela não apuração adequada de impostos.

O Bloco K do Sped Fiscal é uma obrigação acessória relacionada ao controle e envio de dados sobre a produção e estoque de modo a garantir a regularidade fiscal. Para isso, é necessário empreender algumas mudanças na realidade do negócio de modo a ser capaz de coletar e transmitir todas as informações necessárias para o Fisco.

Você ainda tem alguma dúvida sobre o assunto? Não deixe de comentar e de participar!

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