VALID Certificadora

Atualmente, a maioria dos documentos tem sua versão digital. Tais certificados digitais abrangem documentos pessoais, como o e-CPF, e outros empresariais, como o e-CNPJ; além do certificado de NF-e. Vale dizer que o certificado digital tem validade em todo o território nacional e facilita as atividades dos empreendedores, que já podem usar a sua assinatura digital para concluir negociações, autorizar pagamentos, entre outras coisas.

Neste post, vamos tratar especificamente de um desses certificados: o e-CPF. Conheça mais sobre ele e tire suas dúvidas!

O que é o e-CPF?

O e-CPF é a versão eletrônica do CPF, documento que garante autenticidade e integridade nas negociações realizadas no meio digital pelas pessoas físicas. Além da identificação, o e-CPF garante confiabilidade, privacidade e inviolabilidade nas mensagens e outras transações feitas na internet.

O documento tem validade jurídica, podendo ser usado como assinatura de próprio punho, ou seja, confirma que a pessoa concorda com o documento assinado.

Para que serve esse documento?

Além de permitir a uma pessoa física realizar transações no meio digital, o e-CPF é um importante documento que possibilita:

  • O envio de declaração do IR (Imposto de Renda);
  • Consulta e atualização do cadastro como contribuinte pessoa física;
  • Outras atividades relacionadas com as receitas federal, estadual e municipal.

Quem emite o e-CPF?

Só quem pode emitir o e-CPF é uma Autoridade Certificadora com autorização da Autoridade Certificadora Raiz da ICP-Brasil (AC-Raiz) e habilitada pela Autoridade Certificadora da SRF (AC-SRF).

Aquela realiza a certificação da autenticidade das instituições emissoras e dos destinatários dos respectivos documentos, bem como de todos os dados que trafegam em uma rede de comunicação, garantindo que eles permaneçam privados e invioláveis.

O que são as Autoridades Certificadoras (ACs)?

As Autoridades Certificadoras (ACs) são entidades credenciadas à AC-Raiz, e têm o poder de emitir, expedir, distribuir, gerenciar e revogar os certificados digitais, integrando pares de chaves criptográficas (codificadas) com o titular do documento.

Uma AC também disponibiliza aos usuários as listas de documentos revogados e fornece outras informações importantes. Outra função de uma Autoridade Certificadora é armazenar todas as operações realizadas.

As ACs credenciam, junto com o ITI (Instituto Nacional de Tecnologia da Informação), as Autoridades de Registro (AR).

O que são as Autoridades de Registro (ARs)?

As Autoridades de Registro (ARs), por sua vez, são entidades ligadas a determinada Autoridade Certificadora, sendo credenciadas pelo ITI. Têm as funções de:

  • Efetuar a venda de certificados;
  • Identificar os titulares dos certificados digitais;
  • Aprovar as solicitações de certificados.

Dessa forma, os certificados digitais podem ser emitidos e instalados nos computadores dos titulares. As ARs possuem Agentes de Registro que, em função de terem fé pública, podem identificar e verificar as informações dos titulares.

Quem pode possuir um e-CPF?

Qualquer pessoa física pode ter um e-CPF desde que esteja inscrita no Cadastro de Pessoas Físicas da Receita Federal (CPF).

Caso a pessoa física apresente situação cadastral perante o CPF na condição de cancelado, não poderá possuir um e-CPF.

Como obter esse cadastro eletrônico?

A pessoa física interessada em obter um e-CPF deverá escolher uma das ACs habilitadas na opção Emissão, Renovação e Revogação de Certificados e-CPF ou e-CNPJ do site da Receita Federal ou acessar diretamente a página da Autoridade Certificadora autorizada pela Receita Federal na internet.

Na página da Autoridade Certificadora escolhida, deverá preencher e enviar a solicitação de certificado digital e-CPF.

Os preços dos certificados variam conforme a Autoridade Certificadora. É importante consultá-los antes de realizar a solicitação.

Depois da solicitação do documento, será disponibilizada a opção de agendamento. O futuro titular deverá, então, comparecer ao escritório de uma AR no dia e horário combinados. Deve levar os documentos exigidos para que seja possível efetuar a verificação e validação. Só depois disso, o e-CPF será emitido.

Há, ainda, a possibilidade de realizar a verificação na própria casa do titular. Um representante da AR vai até o lugar indicado pelo titular, onde as informações e documentos serão vistoriados e o certificado poderá ser emitido. Esta opção sai um pouco mais cara.

Também é possível comprar um certificado para outra pessoa:

  • Você poderá acessar a página da AR e informar o CPF de outra pessoa, mas é ela quem deverá comparecer para o procedimento de verificação e validação, levando seus próprios documentos;
  • Todas as vezes em que o titular for obrigatoriamente representado por outra pessoa física (como tutor ou curador), o pedido será analisado para só depois ser aprovado ou não.

Quais os documentos exigidos para identificação de um e-CPF?

Os documentos que o titular deve apresentar são:

  • RG (Registro Geral);
  • CPF (Cadastro de Pessoa Física);
  • Comprovante de residência (contas de água, luz, telefone, gás, fatura bancária), se ele não apresentar esse documento, deverá preencher  e assinar um termo de Declaração de Domicílio quando o Agente de Registro for realizar a verificação presencial;
  • 1 foto 3×4 recente no caso da emissão de RG ser superior a 5 anos;
  • 2 vias do Termo de Titularidade (as vias devem ser datadas e assinadas na presença do Agente de Registro);
  • Título de Eleitor e PIS-PASEP são opcionais, caso o titular deseje que eles constem no e-CPF.

Qual o período de validade de um e-CPF?

Ao contrário de outros documentos, como CPF e RG, o e-CPF possui um período específico de validade. Os certificados A1 ou S1 possuem 1 ano de validade. Já os certificados do tipo A3 ou S3 têm validade que varia entre 1 e 3 anos, conforme a opção escolhida no momento da compra.

Findo esse período, o e-CPF perde sua validade e não poderá mais ser usado, mas é possível renovar o e-CPF com a mesma Autoridade Certificadora que o emitiu.

É possível revogar um e-CPF?

Existe sim essa possibilidade. O titular deve procurar a AR mais próxima de sua casa e explicar as razões pelas quais quer revogar seu e-CPF. Ele deverá apresentar os mesmos documentos que usou para solicitação e emissão do documento digital.

Os possíveis motivos para revogação incluem:

  • Necessidade de alteração nas informações que estão contidas no certificado (RG, e-mail, endereço e outras coisas);
  • Informação registrada incorreta no e-CPF;
  • Casos de perda, roubo ou violação da mídia na qual estava armazenado o e-CPF.

Só poderá revogar o documento o próprio titular.

Para obter mais informações sobre o assunto, leia o post Assinatura digital: tudo o que você precisa saber!

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O regime do Simples Nacional é conhecido por reunir oito impostos em uma só guia. Embora isso facilite o pagamento, é fundamental ficar atento a todas as obrigações. Um descuido pode fazer com que o negócio pague menos imposto do que deveria, o que pode causar problemas.

Fazer o cálculo da maneira correta, por exemplo, é indispensável para se manter em total regularidade. Nesse caso, a alíquota varia de acordo com fatores como faturamento ou área de atividade.

Observe a seguir quais são os tributos cobrados nesse regime, e descubra também como calcular o que sua empresa deve pagar!

IRPJ

O Imposto sobre a Renda de Pessoas Jurídicas (IRPJ) é um tributo federal, que é equiparado ao Imposto de Renda para Pessoa Física. O dinheiro é destinado à Receita Federal e serve, principalmente, para a gestão federal de recursos e ações.

O cálculo vai depender do tipo de atividade exercida pela empresa e, também, do seu faturamento. Essa, inclusive, é uma característica comum a todos os impostos dentro desse regime tributário.

Um comércio que fature até R$ 180.000,00 por ano, por exemplo, está isento desse imposto. Para efeitos de comparação fora da área de isenção, é possível usar por exemplo a faixa de faturamento de R$ 720.000,00 a R$ 900.000,00. Nesse caso, a alíquota é de 0,35% sobre o os ganhos anuais.

O cálculo é o mesmo para a indústria, ao passo que uma empresa prestadora de serviços terá uma alíquota de 0,89%.

CSLL

A Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) é um tributo federal que incide, como o nome revela, sobre o valor do lucro líquido de um negócio. Seu principal objetivo é garantir o financiamento da Seguridade Social e é obrigatória para todos que também recolhem o IRPJ.

Para ganhos de até R$ 360.000,00 de comércio ou indústria, esse imposto é nulo. Na prestação de serviço, ele começa em 1,22% a partir de R$ 180.000,00 de faturamento.

Já em um comércio ou uma indústria que fatura de R$ 720.000,00 a R$ 900.000,00 por ano, a alíquota vai para 0,35%, a mesma do IRPJ. Para a prestação de serviços, a cobrança é de 1,89%.

IPI

O Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incide sobre itens desse tipo, tanto os nacionais quanto os importados. É um tributo federal, com os recursos destinados à Receita Federal e que tem, entre outros objetivos, a função de ajudar a regular os preços.

Por não ter a ver com a industrialização de itens, comércio e empresas de serviços estão isentas dessa contribuição. Já as indústrias, com todos os níveis de faturamento, devem pagar uma alíquota de 0,50% sobre o valor obtido.

COFINS

A Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (COFINS) é um imposto de nível federal que, como o próprio nome indica, serve para financiar a Seguridade Social. A sua apuração é mensal e obrigatória para todos os empreendimentos.

No Simples, as indústrias e os comércios com recebimento anual de até R$ 180.000,00 estão isentos desse imposto. Já as empresas de prestação de serviço têm uma cobrança a partir de 1,28%.

Para comparação, uma indústria ou um comércio que fature entre R$ 720.000,00 e R$ 900.000,00 tem alíquota de 1,05%, ao passo que sobre as prestadoras de serviço há uma incidência de 2,03% sobre os ganhos.

PIS/Pasep

O Programa de Integração Social (PIS) ou Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP) são impostos federais destinados ao setor privado e público, respectivamente. O objetivo principal é construir as bases para que haja melhor distribuição dos recursos, além de financiar, por exemplo, o seguro-desemprego e o abono salarial anual.

Todas as empresas optantes pelo Simples Nacional são isentas se tiverem faturamento de até R$ 360.000,00. No caso das indústrias e do comércio com ganhos entre R$ 720.000,00 e R$ 900.000,00, a alíquota é de 0,25%. Para as prestadoras de serviço, é de 0,29%.

CPP

A Contribuição Previdenciária Patronal (CPP) é um tributo de caráter federal e que está ligado ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Por meio dos valores arrecadados, é possível sustentar a Previdência Social, mantendo-a com o devido funcionamento.

Para empresas em outros regimes de tributação, ele corresponde a 20% das remunerações pagas, mas no Simples a alíquota é diferenciada. Prestadoras de serviço estão isentas, ficando o pagamento a cargo do comércio e da indústria.

A alíquota inicial é de 2,75% sobre o faturamento anual de até R$ 180.000,00, e de 3,02% para uma faixa entre R$ 720.000,00 e R$ 900.000,00.

ICMS

O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) tem caráter estadual e seu principal objetivo é restituir os estados devido às atuações de prestação de serviços ou transporte de cargas.

Como é comum que haja troca entre estados, o ICMS tem o objetivo de compensar o estado para que ele possa investir em infraestrutura. Em tese, ele tem valores específicos para cada unidade federativa e tipo de transação, mas no Simples a alíquota varia com o faturamento.

Empresas prestadoras de serviço estão isentas, ao passo que indústria e comércio pagam a partir de 1,25% para recebimento anual de até R$ 180.000,00. Já na faixa de R$ 720.000,00 a R$ 900.000,00, a cobrança é de 2,58%.

ISS

O Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza é um tributo municipal, que tem como objetivo garantir que as cidades recebam pela atuação de empresas e profissionais prestadores de serviço direto. De certo modo, serve para financiar diversas ações dentro da própria cidade, graças ao manejo de tributos.

A indústria e o comércio são isentos desse tributo, cabendo apenas às empresas prestadoras de serviço. Embora ele varie de acordo com a cidade, o imposto começa em 2% para até R$ 180.000,00 anuais de faturamento. Para a faixa de R$ 720.000,00 a R$ 900.000,00, o valor é de 3,87%.

Ao conhecer os tributos do Simples Nacional e sua forma de cálculo, é possível garantir total regularização do empreendimento, o que evita dores de cabeça.

Já que é um assunto tão importante, que tal compartilhar este artigo nas suas redes sociais? Assim, outras pessoas vão saber como manter o negócio em dia!

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O certificado digital é uma garantia de segurança e de privacidade para as operações de um negócio pela internet. Ele garante que invasores não cheguem a servidores e a dados nem interceptem mensagens e transações. Mas, para que tudo isso aconteça, o certificado digital deve ser de qualidade.

Mesmo assim, para não ter custos, algumas pessoas preferem um certificado digital gratuito. Porém, além de não ser algo tão poderoso quanto o pago, geralmente não dá suporte técnico e não conta com outras funções importantes.

Veja, a seguir, por que é melhor investir em uma solução paga, abrangente e mais segura.

O que é um certificado digital para sites?

A vantagem mais notável é o cadeado de segurança (na guia do navegador, ao lado do endereço da página) que garante a segurança do site. Mas esse não é o único benefício: uma das funcionalidades mais importantes, e que não pode ser vista, é o certificado de segurança SSL (sigla do protocolo secure socket layer).

A criptografia assegura que o endereço eletrônico esteja prevenido contra arquivos nocivos e invasores e funciona como uma barreira nas informações trocadas entre usuários e servidores.

O protocolo serve para movimentação de dados na internet com sigilo, uma troca restrita a pessoas e máquinas identificadas. E, mesmo que um invasor consiga transpor essa segurança e chegar às informações, não conseguirá utilizá-las por não ser habilitado nem ter o conteúdo com a codificação traduzida.

Quais são as funcionalidades do certificado digital gratuito?

Geralmente, esse tipo de solução oferece apenas a criptografia em poucos bits, mas isso não se traduz em total segurança. Afinal, um certificado básico de 256 bits é muito menos eficaz do que um de 2.048 bits, por exemplo. Vale lembrar que todos eles têm compatibilidade com a maioria dos navegadores de internet.

Por que um certificado SSL pago é a melhor opção?

Como acabamos de ver, a criptografia com mais bits é mais segura, o que é tipico em soluções pagas. Mas há outros benefícios, como o suporte técnico de profissionais da empresa fornecedora — o que dá tranquilidade ao negócio de ter solução para qualquer problema relativo à segurança do site ou ao funcionamento do certificado.

Auxílio em geração de CSR

Antes mesmo da geração do certificado, é necessário que um documento de texto criptografado (certificate signing request, a solicitação de assinatura de certificado) seja criado pelo servidor do site ou pelo administrador contendo os dados de solicitação da ferramenta. Isso pode gerar transtorno ou dificuldades, e, ao contrário dos servidores pagos, os fornecedores gratuitos não auxiliam em relação a esse assunto.

Compatibilidade

A compatibilidade dessa modalidade com navegadores é universal — o que garante um ambiente seguro em qualquer navegação —, e ainda há um selo de segurança fornecido pela prestadora estampado no layout das páginas.

Certificados SSL EV

Essa é outra vantagem da segurança que exige investimento, e nenhum certificado digital gratuito consegue chegar a tal de nível de eficiência — até porque a liberação da autoridade certificadora para o seu uso é muito mais minuciosa.

A sigla EV significa extended validation (validação estendida), e se trata de um recurso que funciona como o SSL comum, porém, de maneira mais poderosa. Criado para coibir fraudes, o SSL EV faz a barra de endereços aparecer na cor verde, com:

  • o nome da empresa;
  • um ícone de segurança;
  • e o nome do proprietário da certificação.

Assim, é possível identificar mais facilmente a originalidade de um site, uma vez que a clonagem é um crime muito praticado.

Potencialização do ranqueamento nas buscas do Google

A autenticidade e a segurança são quesitos que o Google leva em conta para o ranqueamento de páginas nas pesquisas dos usuários. E até nisso um bom certificado pode ajudar, pois, além da segurança tradicional, a ferramenta certifica também a autenticidade e a propriedade do endereço.

Verificação de malware

Os provedores gratuitos não possuem escaneamento para detecção de softwares maliciosos que causam danos e que roubam dados, sobretudo em frequência diária. E são um grande risco a sites, principalmente quando os seus clientes fornecem dados pessoais e bancários. Com uma solução completa, existe uma prevenção contra esse tipo de perigo.

Como o certificado pago funciona?

Em uma via de mão dupla, 2 chaves garantem proteção de tudo o que passa pelo site e pelo servidor de hospedagem:

  • a chave pública codifica as informações;
  • enquanto a chave privada as decodifica.

Elas encontram-se no arquivo de certificação, instalado dentro do servidor de hospedagem. Assim, os navegadores — protegidos pelo certificado em todas as visitas ao site — se conectam ao servidor.

Vale lembrar que cada sessão é única, com os dados sendo movimentados entre as 2 chaves. Por isso, as informações não podem ser vistas nem decifrados em forma de conteúdo autorizado para quem esteja alheio a elas, isto é, um usuário não autorizado.

E o gratuito?

A solução gratuita atua da mesma forma, porém, as suas barreiras são mais facilmente transpostas. E a codificação das informações por suas chaves não é tão eficiente e não tem tanto potencial de proteção de usuários e servidores.

Além disso, não contam com o apoio de outras ferramentas de prevenção para os mais diversos riscos ou autenticação avançada para transmitir sensação de ambiente seguro aos internautas.

Quais empresas necessitam de um certificado SSL?

Podemos dizer que todas as empresas que têm um site precisam de um certificados SSL, porque, de algum forma, qualquer endereço terá conteúdo e algum tipo de dado confidencial. Além disso, todo empreendimento quer autenticidade assegurada e transmissão de confiança para os seus visitantes.

Aquelas empresas que têm ferramenta de login e que solicitam dados de clientes — como e-commerces — necessitam ainda mais de um certificado SSL. Pense bem: diariamente hackers tentam clonar cartões de crédito de consumidores virtuais.

Você pensou que o certificado digital seria uma boa saída pelo fato de não exigir investimento? Bem, agora sabe que não é bem assim e que há, sim, um retorno relevante na solução paga. Tem dúvidas sobre certificação de algum tipo para a sua empresa? Então deixe um comentário!

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Os certificados digitais são uma forma de validar as transações por meio da internet, sem a necessidade da presença física de seu titular. Eles facilitam a vida do empreendedor e otimizam a sua relação com as entidades governamentais. Nesse contexto, o e-CNPJ é um documento eletrônico que está sendo cada vez mais solicitado pelas empresas.

Conheça neste post um pouco mais sobre e-CNPJ!

O que é o e-CNPJ e para que serve?

O e-CNPJ, como o nome sugere, é a versão eletrônica do CNPJ. Ou seja, é um certificado digital que possibilita que as pessoas jurídicas (as empresas, as corporações e as instituições) se identifiquem e mantenham um relacionamento formal e legal no mundo digital, com a garantia de um elevado nível de segurança no envio e recebimento de informações.

O e-CNPJ pode ser usado em diferentes situações, em aplicações de negócios em diversos ramos de atividades, simplificando e desmaterializando processos, reduzindo a burocracia e os custos legais e operacionais.

Essa versão eletrônica também permite à empresa enviar informações fiscais por meio da internet, otimizando o relacionamento com as Receitas Federal, Estadual e Municipal e com o cumprimento das normas estabelecidas. Assim, é possível usar o e-CNPJ para:

  • Realizar consultas e efetuar atualização dos cadastros de contribuinte pessoa jurídica;
  • Conseguir certidões da Receita Federal;
  • Cadastrar procurações;
  • Acompanhar processos tributários pela internet sem precisar se deslocar até um posto de atendimento munido de muitos documentos.

Quem emite o e-CNPJ?

Somente as Autoridades Certificadoras (ACs) credenciadas pela ICP-Brasil (Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira) e habilitadas pela Autoridade Certificadora da SRF (Secretaria da Receita Federal) podem emitir, distribuir, revogar e gerenciar qualquer certificado digital.

Ligadas às ACs, estão as Autoridades de Registro (ARs), entidades que vendem os certificados, identificam os titulares dos certificados e aprovam as solicitações. Os Agentes de Registro são funcionários das Autoridades de Registro que verificam e validam as informações dos titulares.

Quem pode possuir esse documento?

Somente as pessoas jurídicas legalmente constituídas, que estão em atividade e estão inscritas no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), podem possuir um e-CNPJ.

Caso a empresa apresente, perante o CNPJ, situação cadastral enquadrada na condição de suspensa, cancelada ou inapta, ela fica proibida de obter e-CNPJ.

Quais são os tipos de e-CNPJ?

Existem dois tipos de e-CNPJ:

  • A1: o certificado é gerado e armazenado no computador pessoal do titular, sem a necessidade de usar cartões inteligentes ou tokens. Para garantir maior segurança, no momento da emissão do certificado, o ideal é optar por protegê-lo com uma senha de acesso. Recomenda-se que o titular armazene em um único computador seu e-CPF e seu e-CNPJ, criando somente uma cópia de segurança. O Certificado A1 possui 1 ano de validade.
  • A3: o e-CNPJ tipo A3 é mais seguro, uma vez que utiliza um cartão inteligente ou token para gerar, armazenar e processar seus dados. Dessa forma, eles permanecem invioláveis e únicos. Somente a pessoa que possui a senha de acesso do cartão ou do token pode usá-lo. O Certificado A3 possui um prazo de validade geralmente maior que o do A1, podendo chegar a 3 anos.

Como solicitar um e-CNPJ?

A empresa que deseja possuir um e-CNPJ deve procurar uma das Autoridades Certificadoras habilitadas pela Receita Federal do Brasil ou acessar a página da Autoridade Certificadora habilitada pela RFB na internet, a fim de preencher e enviar a solicitação do certificado e-CNPJ.

Como renovar o documento?

Como foi dito, todo certificado e-CNPJ tem um prazo de validade, ao contrário de documentos como RG e CNPJ. Mas é possível renová-lo. Para isso, o titular deverá fazer o pedido de renovação ainda durante o período de validade do certificado.

Ele deve solicitar a renovação do certificado e-CNPJ, com assinatura eletrônica, na página da Autoridade Certificadora que emitiu o documento.

Como revogar um e-CNPJ?

A revogação do e-CNPJ significa sua invalidação, ou seja, a partir daquele momento ele não mais terá validade, não poderá mais ser usado. É possível fazer a revogação pela internet ou de forma presencial.

Para revogar pela internet, acesse a página de revogação da Autoridade Certificadora que emitiu o documento e preencha os dados solicitados.

Para revogar presencialmente, o titular deve procurar a Autoridade de Registro mais próxima e explicar as razões para revogar seu e-CNPJ. Ele deverá apresentar os mesmos documentos que usou para solicitação e emissão do documento digital.

Entre as razões aceitáveis para revogação estão:

  • Necessidade de alteração nas informações que estão contidas no certificado (RG, e-mail, endereço e outras coisas);
  • Informação registrada incorreta no e-CNPJ (nesse caso, a revogação é obrigatória);
  • Casos de perda, roubo ou violação da mídia na qual estava armazenado o e-CNPJ.

Quais os requisitos técnicos para instalação do e-CNPJ?

Para o funcionamento adequado do certificado, recomenda-se a versão do navegador 5.5 do Microsoft Internet Explorer, ou versão posterior.

Outra recomendação é que, para que os serviços usando o certificado digital funcionem corretamente, é necessário que o navegador esteja habilitado para a gravação de cookies.

Qual a relação entre e-CNPJ e SPED fiscal?

O SPED fiscal é um módulo do Sistema Público de Escrituração Digital que permite que sejam gerados arquivos digitais contendo conjuntos de escriturações de documentos fiscais e outras informações que são importantes para a Receita Federal, incluindo a apuração dos impostos devidos.

Cada arquivo digital precisa de assinatura digital por meio de certificado. Depois, ele será transmitido ao ambiente SPED com periodicidade específica (geralmente, todos os meses).

Os certificados digitais mais recomendados para o SPED fiscal são o e-CNPJ tipo A1 ou o e-CNPJ tipo A3.

Quais são os benefícios do e-CNPJ?

Os benefícios do e-CNPJ estão relacionados às funções que o documento digital permite realizar. Confira alguns:

  • Acesso ao Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) no site da Receita Federal;
  • Retificação do DARF (Documento de Arrecadação da Receita Federal);
  • Entrega de diferentes declarações: DIPJ (Declaração de Informações Econômico-Fiscal da Pessoa Jurídica), DCTF (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais), DITR (Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural);
  • Parcelamento eletrônico online de dívidas de Pessoas Jurídicas.

Sua empresa já tem e-CNPJ? O que pensa sobre esse certificado digital? Já utiliza o certificado digital de NF-e? Deixe seu comentário! E para mais informações sobre o assunto, leia nosso e-book Certificação Digital: entenda o que é e quais os benefícios da utilização!

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A transformação digital já é inevitável para que a maioria das empresas se mantenha no mercado. Mas é importante destacar: para que uma organização se transforme em digital, é necessário muito mais do que implementar determinadas tecnologias no seu dia a dia. É preciso ir além, considerando um complexo processo que envolve toda a companhia.

Quando as organizações não se estruturam adequadamente, os recursos podem até fazer parte da rotina, mas não da maneira ideal — com otimização de tempo e simplificação de processos.

Por isso, preparamos aqui um passo a passo para que você consiga implementar o digital na sua empresa da melhor maneira possível. Confira.

1. Tenha uma estratégia para fazer a transformação digital

Sua estratégia pode seguir alguns passos simples. São eles:

  • comece compreendendo o contexto em que seus atuais clientes usam seu produto ou serviço oferecido;
  • com uma visão clara do valor que sua empresa gera no mercado, crie um processo em que esse valor seja reavaliado periodicamente a fim de enxergar novas situações de mercado e mudanças de hábitos de consumo. Fique atento também às novas tecnologias que podem impactar o seu negócio de alguma maneira;
  • consequentemente, é hora de identificar oportunidades nesse processo e avaliar os impactos que ele pode gerar na sua atividade;
  • por fim, explore as possibilidades de maneira compatível com as características do seu empreendimento.

Todo esse processo não acontece da noite para o dia. Portanto, confira a seguir o que sua empresa pode fazer para otimizá-lo.

2. Saiba gerar uma cultura da inovação entre os funcionários

Tudo depende de sua equipe estar aberta à inovação. Esse é o pressuposto básico para que qualquer tipo de mudança aconteça corretamente. Do contrário, será preciso muito mais tempo não somente para lidar com as mudanças, mas também para adequar o trabalho de cada colaborador às exigências técnicas.

Um exemplo prático disso: imagine uma empresa que teve grande espaço no mercado há vinte anos, gerida por pessoas que confiavam cegamente na mentalidade que a levou ao sucesso naquela época. Essa mentalidade criou uma resistência à necessidade de investir em recursos tecnológicos.

É fácil deduzir que, com o passar do tempo, essa companhia fictícia foi perdendo espaço no mercado para outras mais adaptadas ao novo cenário, deixando seu sucesso no passado. Esse exemplo revela exatamente o que aconteceu com muitas empresas que pararam de evoluir.

Gerar uma cultura da inovação entre os funcionários é abrir a possibilidade para que novas ideias surjam e transformem a realidade da empresa. Sem isso, mesmo que a organização se esforce para implantar uma nova tecnologia, dificilmente ela será útil.

3. Implemente as tecnologias necessárias de acordo com a demanda dos colaboradores

É importante que os novos recursos sejam ferramentas que facilitem a atuação dos profissionais. Sendo assim, é preciso evitar o erro de tentar impor a eles sistemas que exigirão uma adaptação demorada. Além de ser perda de tempo num primeiro momento, isso pode fazer com que o colaborador perca características que funcionam como um diferencial para a empresa.

A ação humana ainda é fundamental para a eficiência de qualquer sistema, por isso o uso de tecnologias deve servir para aperfeiçoar o trabalho da equipe, devendo ser ela a referência para a escolha de cada recurso adotado.

4. Realize diagnósticos

Como saber o que implementar em uma empresa? Evidentemente, usar a tecnologia é importante, mas a questão é: de que maneira usá-la? Sabendo da grande variedade de recursos disponíveis e da necessidade de ter foco no colaborador, é preciso descobrir como adotar as ferramentas certas.

O caminho é mapear a própria companhia, conhecendo detalhadamente os processos internos para compreender a forma como eles agregam valor para a empresa.

Assim, é possível não somente compreender as necessidades de aperfeiçoamento de cada departamento, mas também identificar a interação existente e, principalmente, o potencial de interação entre processos diferentes, algo que, uma vez compreendido, pode ser otimizado com o uso dos sistemas certos.

5. Faça um planejamento antecipado das ações

A melhor maneira de garantir que a transformação seja realizada corretamente é planejando ações em curto, médio e longo prazo.

É importante saber que você não precisa substituir toda a sua empresa por ferramentas mais modernas de uma hora para outra, muito menos demitir funcionários para trazer outros já adaptados, com perfis diferentes dos que você costuma trabalhar no dia a dia. Basta organizar sua companhia para que a tecnologia seja implementada aos poucos, mas sem deixar de estabelecer parâmetros.

Assim, de maneira bem simplificada, podemos considerar a transformação em curto prazo como sendo o mapeamento dos procedimentos da empresa de modo a identificar na equipe os pontos que podem ser aperfeiçoados com a inserção da tecnologia.

Já a transformação no médio prazo envolve a mudança cultural no âmbito da empresa, ou seja, a conscientização dos gestores e de cada funcionário a respeito da necessidade de rever as crenças da organização.

Em longo prazo, com os recursos previamente conhecidos por todos e a equipe já adaptada à ideia da transformação e devidamente mapeada, você pode usar parâmetros mais rigorosos para implementar e avaliar a eficácia do uso de sistemas. Assim, fica muito mais fácil inseri-los e até mesmo substituí-los de acordo com as necessidades integradas da organização.

6. Trabalhe com segurança

Ao usar sistemas, é importante não deixar de lado a certificação digital. Com ela é possível autenticar o acesso dos funcionários aos sistemas que eles precisam usar, melhorar o workflow em processos com assinatura de contratos, assinar e-mails com carimbo de tempo (transformando um simples e-mail em um documento com validade jurídica), entre outros. Isso torna todo o processo mais ágil e diminui a burocracia com total segurança, pois o certificado garante proteção a diferentes tipos de ações, independentemente de onde as pessoas estejam.

Toda transformação precisa ser calculada de modo a causar um impacto positivo no resultado final do negócio, seja na entrega de um produto ou na realização de um serviço pela empresa. E isso depende de segurança, pois somente garantindo a devida proteção aos procedimentos é que você consegue transformar sua empresa da maneira correta.

Por fim, é imprescindível lembrar que, no atual estágio da globalização, a capacidade que uma empresa tem de inovar já deixou até mesmo de ser uma vantagem competitiva para se tornar algo fundamental para a manutenção de suas atividades. Portanto, não ignore as tendências.

Gostou de entender melhor a transformação digital? Então não se esqueça de compartilhar este post nas suas redes sociais!

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