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16\11\2018

7 passos para redução da carga tributária nas empresas

7 passos para redução da carga tributária nas empresas

A carga tributária costuma ser o grande inimigo do empreendedor brasileiro ao longo da história. Isso tem a ver não somente com os gastos referentes a impostos, contribuições e taxas, mas também com questões que envolvem a complexidade da legislação.

Como os interesses comerciais são regidos pelos municípios, pelos estados e pela federação, o fato é que acompanhar as mudanças quase diárias que envolvem a realidade das empresas é uma missão praticamente impossível.

Ainda assim existem medidas que podem ser tomadas para tornar essa parte do empreendimento menos perigosa e até transformá-la em uma vantagem competitiva para o negócio. Quer saber quais são elas? Então, acompanhe.

1. Terceirize a contabilidade da empresa

O ideal é não correr riscos. Em função de toda a complexidade do sistema tributário, se o empreendedor não é um especialista em contabilidade, é preciso que ele transfira essa responsabilidade para quem realmente entende do assunto e trabalhe com mais tranquilidade.

Assim, ele tem condições de se dedicar à atividade-fim de seu empreendimento e evitar o surgimento do chamado “gestor faz tudo” — aquela figura comum nas empresas brasileiras que cuida de todos os departamentos e que, inevitavelmente, se torna mais sujeito a riscos.

Terceirizando a parte tributária, conhecida como fiscal, da empresa, é possível investir em algo decisivo para o negócio: a qualificação necessária para lidar com a alta carga tributária e a complexidade da legislação no país.

É importante ter um cuidado especial em relação à terceirização de atividades não centrais no empreendimento. Isso pode aliviar a gestão, atribuir profissionalismo a ela e trazer bons resultados financeiros para a empresa.

2. Escolha o enquadramento jurídico mais adequado

Uma empresa pode ser enquadrada dentro de um dos regimes tributários disponíveis, seja o Simples Nacional, o Lucro Real, o Lucro Presumido ou o Lucro Arbitrado. Essa escolha é anual e ela deve levar em consideração a realidade da organização para que, em função disso, os tributos sejam identificados. Uma boa assessoria tributária é capaz de garantir à sua empresa a adequação ideal aos regimes disponíveis.

É preciso analisar fatores como o tipo de atividade que a empresa exerce e o seu faturamento. Entendendo a realidade da organização e as características de cada regime, é possível fazer da questão tributária um problema menor, uma vez que a companhia terá como se beneficiar de cálculos mais justos em função daquilo que ela pode fazer.

3. Atenção aos incentivos fiscais que podem ser utilizados

As empresas que prestam auxílio às atividades ligadas à educação, à cultura e à consciência social, costumam contar com benefícios interessantes concedidos por lei. Isso significa que, fazendo uma gestão tributária adequada, é possível encontrar meios para usar esses benefícios e, assim, amenizar os impactos da carga tributária na empresa.

O ideal é conferir nas legislações municipais, estaduais e federal quais são as oportunidades que se apresentam. Com parcerias com o marketing, por exemplo, uma empresa pode construir uma estratégia de comunicação em que a sua marca seja exposta em eventos esportivos e filmes por meio de incentivos fiscais e, dessa maneira, economizar com campanhas caras.

4. Considere subdividir a empresa

O Simples Nacional é um regime diferenciado. Ele surgiu como forma de tornar a ação dos empreendedores de pequeno porte mais simplificada. Nessa lógica, é natural que o regime ofereça mais benefícios em relação aos demais, o que pode representar uma oportunidade de economia tributária às empresas.

Além disso, ele desburocratiza as ações ao permitir o recolhimento de impostos por meio de uma única via, o Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS). Esse documento é o responsável pelo ganho de tempo dos empreendedores e contadores que trabalham com o regime.

A subdivisão de uma empresa pode ser feita quando uma organização que atua em diferentes áreas opta por criar várias empresas menores e que, por esse motivo, podem ser enquadradas no Simples Nacional (regime no qual existe um limite de faturamento no valor de R$ 4,8 milhões por ano). Essa prática é legal e tem sido a solução para muitos empreendimentos.

5. Realize um planejamento tributário

Seja qual for o regime mais adequado para a sua empresa, o ideal é que a equipe responsável pela questão tributária conheça os tributos que incidem sobre a sua atividade e exerça o devido controle sobre o fluxo de caixa e o balanço financeiro da companhia. Para tanto, é preciso fazer um planejamento adequado que dê o direcionamento para as ações subsequentes.

Assim, mais do que evitar surpresas como uma cobrança que muda de uma hora para a outra, você consegue também criar estratégias, algo fundamental para diminuir a carga tributária licitamente. Entre outras medidas possíveis, está a compensação de créditos tributários, que permite a recuperação da saúde fiscal de uma companhia.

6. Evite misturar despesas pessoais com as empresariais

Essa dica é essencial, mas muitos empreendedores insistem no erro. Quando o gestor não faz a distinção necessária entre essas contas, sua administração se torna cada vez mais difícil. Dessa forma, ele não tem o controle para investir com critérios, identificar a necessidade de cortes de gastos com antecedência e, pior, impedir que a tributação aumente.

Isso faz com que a empresa pague mais com impostos, tenha prejuízos na sua retirada mensal e até com o lucro anual, levando a gestão a ter que responder processos administrativos e arcar com multas pesadas. É preciso considerar essa separação e adotar conceitos como o de pró-labore para manter as contas em ordem.

7. Valorize a organização acima de tudo

Ainda que não seja o ideal, mesmo que a empresa ainda não tenha capital para investir em uma terceirização para cuidar da parte tributária, saiba que é possível lidar com esse tema contando com uma equipe reduzida e sem abrir mão da segurança. A questão é começar a colocar a casa em ordem.

A gestão precisa ter todos os documentos em mãos e, se possível, investir em soluções tecnológicas para exercer um controle mais aperfeiçoado da situação financeira da empresa. Existem softwares cada vez mais aptos para viabilizar isso em tempos em que a tecnologia tem apresentado novidades incríveis, inclusive com soluções específicas para companhias de menor porte. Isso permite um primeiro passo em direção à economia tributária: organizar processos para simplificar a sua gestão.

Enfim, sabemos que a carga tributária costuma atrapalhar bastante. Contudo, isso não justifica a negligência de boa parte das empresas em relação à adoção de práticas úteis para melhorar a gestão do negócio. Comece a colocar as dicas aqui apresentadas em prática e veja os resultados aparecerem. Eles serão muito importantes para a sequência do empreendimento.

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