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13\10\2016

Análise financeira: 7 dicas para otimizar a gestão da sua empresa

Análise financeira: 7 dicas para otimizar a gestão da sua empresa

De acordo com o Sebrae, existem 6,4 milhões de estabelecimentos do Brasil. Destes, 99% são micro e pequenas empresas (PMEs), organizações que invariavelmente apresentam dificuldades no controle contábil e gerenciamento financeiro. Para piorar, os escritórios contábeis terceirizados (que costumam ser contratados para cuidar das contas dessas empresas), em geral, ainda subutilizam a tecnologia no processo de escrituração e registros patrimoniais. Por mais trivial que possa parecer, em pleno século XXI, uma pesquisa feita neste ano apontou que 64% dos escritórios de contabilidade do país ainda desconsideram o uso da tecnologia para evitar que seus cientes caiam na malha fina (por erros de lançamentos, por exemplo). No caso das grandes empresas, os problemas vão do excesso de sistemas que não dialogam entre si à falta de cultura de gestão de dados na organização (que gera perda de informações preciosas e inúmeros prejuízos).

Você, contador, não quer ver seus clientes recebendo multas e intimações da Fazenda Pública por erros de lançamentos ou perda de dados decorrente de uma eventual má gestão financeira e contábil de sua parte, certo? Então vamos mostrar, neste post, dicas de especialistas para otimizar a gestão de sua empresa e tornar muito mais assertiva sua análise financeira! Veja só:

1- Referenciais de endividamento devem ser calculados sem superestimar receitas/subestimar despesas

Os índices de endividamento ajudam a empresa a identificar não somente a quantidade, mas também a qualidade da dívida e o nível de endividamento. O grande problema aqui é que não é incomum entre as corporações superestimar receitas e avaliação de ativos ou desconsiderar fatores como depreciação, falhas que, evidentemente, irão subverter conclusões e mostrar um raio-x da empresa bem distante da realidade. Em momentos críticos, esse descompasso pode custar caro à organização. Só lembrando as equações que não podem ser esquecidas por quem prima pela boa gestão financeira:

  • Quantidade de dívida:

QtD= PC + ELP /PC + ELP + PL

Onde PC= Passivo Circulante, ELP= Exigível a Longo Prazo e PL= Patrimônio Líquido.

  • Qualidade da dívida:

QlD= PC/PC+ELP

  • Grau de endividamento:

GE: PC + RLP / PL

2- Cuidado com a fragmentação de seu banco de dados

Desnecessário dizer algo sobre a importância da gestão contábil no sucesso de uma empresa, certo? Inconsistências e equívocos em lançamentos contábeis impedem fusões, atrapalham o recebimento de aportes financeiros e, em última análise, podem até gerar dolorosos processos judiciais por parte de sócios/acionistas. A questão é que muitos erros em análise financeira, contábil e patrimonial ocorrem porque as diversas demonstrações contábeis costumam ser fruto de fontes diferentes.

As NBC-TG-1000 impõe a exigência de um oceano de demonstrativos às empresas, tal como Balanço Patrimonial, Demonstração do Resultado do Exercício (DRE), Demonstração do Resultado Abrangente (DRA), demonstração de mutações do patrimônio e Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC). Imagine agora que todos os dados exigidos por essas metodologias de análise estejam espalhados em bancos de dados e sistemas transacionais totalmente desconectados?

É evidente que, neste caso, cada contador do departamento, responsável por um demonstrativo, irá obter dados diferentes, inconsistências que irão pesar no bolso de sua empresa. Contabilidade gerencial se faz com uniformidade de fontes.

3- Análise meticulosa das fontes, registros e usos do capital de giro

O principal motivo de mortalidade das empresas, segundo proprietários e administradores, é a ausência de capital de giro ou formação deste de forma não-planejada, através de endividamentos que vão se acumulando e se tornam impossíveis de serem quitados.

Quem quer prover uma contabilidade gerencial de excelência em sua empresa deve orientar os gestores quando os recursos de longo prazo passam a ser financiados pelos recursos de curto prazo, o que indica a fragilidade financeira da organização e seu iminente colapso, caso nada seja feito. Retirar recursos do capital de giro para pagamento de folha (em muitos casos, sem nem sequer efetuar os devidos registros), é outro problema comum nas empresas, estrabismos gerenciais que resultam em desorganização contábil, empobrecimento da organização e insolvência iminente.

4- Utilize sistemas de gestão contábil e expurgue de sua rotina a coleta de dados manuais

O maior vilão dos contadores na realização de uma análise financeira precisa é a existência de dados em papel. Notas fiscais, escriturações manuais e contratos não digitalizados são fáceis de serem extraviados, difíceis de serem agregados e ainda mais suscetíveis a erros de lançamentos. Em uma era em que cada organização lida com milhões de informações, não é mais possível insistir na contabilidade manual. Controles de substituição tributária, apuração de tributos federais, registro e controle do fluxo de caixa e controle de títulos a pagar são feitos com muito mais rapidez importando informações de bancos de dados. Isso sem falar na facilidade de integração destes aos sistemas governamentais de prestação de contas, como SPED Fiscal. Estes sistemas ainda emitem relatórios gerenciais, auxiliam na auditoria financeira, entre outras funcionalidades que representam, no mundo atual dos bytes, o frágil limiar que separa a saúde da irregularidade fiscal.

5- Tenha uma forte política de segurança da informação

Se lançamentos contábeis, atualizações do ativo e passivo e registros de mutações patrimoniais serão feitos de forma automatizada, a proteção dos dados armazenados em servidores virtuais passa a ter importância estratégica nas empresas modernas. Monitoramento de rede, hierarquização de permissões e, principalmente, Certificação Digital para assegurar a validade jurídica e o atendimento das obrigações acessórias com segurança é fundamental para evitar fraudes ou indevidas alterações de dados.

Adotar soluções tecnológicas com base no uso da Certificação Digital é primordial em um momento em que o roubo de dados no Brasil vem crescendo de forma assustadora. Uma pesquisa internacional, a pedido da IBM, mostrou que este tipo de cibercrime cresceu impressionantes 2.100%, só em 2015.

Quem precisa de e-CPF, e-CNPJ, NF-e ou outro certificado digital ICP-Brasil, pode, entretanto, fortalecer a autenticidade e a encriptação de seus acessos com um simples clique, uma vez que as melhores empresas do segmento no país permitem a compra on-line de sua linha completa de certificações e não exigem informação do titular do certificado no ato da aquisição. Política de segurança da informação é crítica para uma gestão contábil e financeira de excelência.

6- Extrema atenção com os índices de liquidez

Os índices de liquidez mensuram a capacidade da organização em suportar seus compromissos de curto prazo registrados no passivo circulante. Como em uma empresa dinheiro bom é dinheiro aplicado, uma gestão financeira de qualidade deve ter sempre atualizados esses referenciais, a fim de subsidiar planos de investimentos, capitalizações, etc.

Lembrando que existem diversas equações para calcular este índice, tais como:

  • Índice de liquidez corrente: ILC = AC/PC
  • Índice de liquidez seca (exclui estoques): ILS = AC – Estoques /PC
  • Índice de liquidez geral (relação entre o AC + Realizável a Longo Prazo e o PC + Exigível a Longo Prazo): ILG = AC +RLP /PC +ELP

AC/PC= Ativo/Passivo Circulante

7- Elaboração de fluxo de caixa projetado

Prever períodos deficitários e superavitários é o grande objetivo de um fluxo de caixa projetado. Este valioso instrumento de análise financeira irá subsidiar o planejamento de capital de giro no futuro, a fim de evitar empréstimos para cobrir o curto prazo.

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